Ulisses Maia defende comunicação ativa e critica “sumiço do eleito”: “Prestar contas é obrigação”

Segundo ele, um dos comportamentos que mais desgastam a relação entre políticos e eleitores é o desaparecimento após a campanha.

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    Em um dos momentos mais marcantes da entrevista ao podcast Ponto a Ponto, o ex-prefeito de Maringá e atual secretário de Planejamento do Paraná, Ulisses Maia, fala sobre o papel da comunicação na vida pública e critica abertamente um dos comportamentos que, segundo ele, mais desgastam a relação entre políticos e eleitores: o desaparecimento após a campanha.

    Ulisses afirma que seu gosto pela comunicação vem de muito antes do primeiro mandato. Desde criança, observava campanhas eleitorais e reparava em um padrão que o incomodava: candidatos que apareciam apenas no período eleitoral. “A maior reclamação do eleitor, tirando a corrupção, é o sumiço do eleito”, afirma. “Na eleição, você vai na feira e tem duzentos candidatos. Acabou a eleição, quem volta lá no domingo? Eu volto. Todo domingo. Todos os anos.”

    Ele explica que a comunicação não é apenas estratégia — é prestação de contas. Para ele, estar presente, seja fisicamente ou pelas redes sociais, é parte essencial da função pública. “O político tem que ter proximidade com as pessoas. Quando não é possível estar fisicamente, a comunicação assume esse papel. Com ela, você presta contas, ouve críticas e melhora o trabalho.”

    A iniciativa não começou na prefeitura nem na secretaria de Estado, mas no primeiro mandato como vereador. Ulisses lembra que, já naquela época, adotou uma postura diferente da média: “Eu disse que seria diferente. E fiz isso desde o meu primeiro dia de mandato. E continuo até hoje.”

    Ele ressalta ainda que a proximidade não é apenas um dever institucional, mas também um traço pessoal. “Faço isso porque entendo que devo fazer. Mas, honestamente, porque eu gosto. Gosto de conversar, gosto de ouvir, gosto de comunicar.”

    A fala de Ulisses se conecta a outros trechos da entrevista, nos quais ele detalha o funcionamento do “gabinete de portas abertas”, relembra o uso pioneiro do Periscope e das primeiras transmissões da Câmara, e comenta como lida com críticas — especialmente em períodos de forte tensão, como na pandemia. Em todos eles, a comunicação aparece como base da sua atuação política.

    O episódio completo está disponível no canal do YouTube do Maringá Post.
    Apresentação do jornalista Ronaldo Nezo.
    Produção e gravação: VMark Estúdio.

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