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O secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, afirmou ao Ponto a Ponto que seu maior objetivo à frente da pasta não é deixar uma grande obra, mas garantir a continuidade e o fortalecimento das políticas culturais que já deram certo na cidade. Em entrevista ao podcast do Maringá Post, em parceria com a V Mark Produtora, ele destacou que cultura se constrói “com constância e cooperação”.
“As pessoas ficam perguntando qual é o meu legado, qual é a minha marca. Eu tô pouquíssimo preocupado em deixar uma grande obra. Isso é muito do mundo político, mais narrativa do que entrega de fato”, afirmou.
Para Valenciano, o verdadeiro legado é manter e aprimorar os programas e eventos que consolidaram a cena cultural de Maringá nas últimas décadas. Ele citou como exemplos o Convite à Música, criado há 20 anos, e o Aniceto Matti, que se transformou em fomento cultural. “O grande legado é não desmontar o que está acontecendo. É continuar o que tem sido bem feito, ampliando sempre com mais recursos, oportunidades e vagas”, disse.
O secretário ressaltou ainda a importância das ações contínuas, como formações e atividades que ocorrem quase diariamente na cidade. Ele destacou o empenho da equipe — que, segundo ele, é pequena, mas comprometida — e o esforço em criar novos editais para dar vazão à produção local.
Entre os avanços, Tiago mencionou o Fomento à Música, edital que reuniu o tradicional Mês da Música e, pela primeira vez, abriu espaço para artistas se apresentarem na Festa da Canção por meio de concorrência pública. “A gente se perguntou: como é que a Festa da Canção não vai ter música? Agora a cultura tem uma efetividade maior dentro da festa”, comentou.
Essa visão de continuidade também foi defendida em outros momentos da entrevista. Tiago reiterou que prefere a cultura de longo prazo à lógica imediatista das gestões públicas. “Cultura é uma construção a longo prazo, é uma maratona, não uma corrida de 100 metros”, disse.
Segundo o secretário, cada gestão tem o desafio de manter o que funciona e plantar novas sementes. “Todo dia é uma oportunidade de construir um tijolinho, de deixar algo melhor para a cidade. Não dá para destruir o que foi feito, nem abandonar o novo. O caminho é seguir ampliando.”
Com essa postura, Tiago Valenciano reforça o discurso de diálogo e equilíbrio que tem marcado sua atuação na Cultura. Ao longo da entrevista, ele destacou que a política cultural de Maringá deve ser “coletiva, evolutiva e desideologizada”, centrada em resultados e na ampliação do acesso da população às artes.
O episódio completo com Tiago Valenciano está disponível no Ponto a Ponto, podcast do Maringá Post produzido em parceria com a V Mark Produtora.








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