Aeroporto de Maringá atinge superávit e vive mudança de cultura na gestão pública

O resultado é fruto de uma nova abordagem administrativa, que combina eficiência técnica, inovação e mudanças profundas na cultura de gestão pública.

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    O Aeroporto Regional de Maringá atingiu um marco histórico neste ano: pela primeira vez, tornou-se superavitário e financeiramente autossuficiente. O resultado é fruto de uma nova abordagem administrativa, que combina eficiência técnica, inovação e mudanças profundas na cultura de gestão pública.

    Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do Jornal Maringá Post, o superintendente Gustavo Vieira explicou como o terminal passou a gerar resultados inéditos em poucos meses.

    “Quando eu cheguei aqui, fiquei um pouco assustado com as coisas que encontrei, mas a gente já enquadrou tudo. Hoje o aeroporto é superavitário. Conseguimos repassar R$ 1 milhão à prefeitura e reinvestimos mais R$ 2 milhões em caixa própria. Tudo com receita do aeroporto — zero prefeitura, zero governo federal, zero governo estadual”, afirmou.

    Receita cresce e aeroporto de Maringá se torna modelo de eficiência

    Segundo Gustavo Vieira, o aeroporto gera quase R$ 4 milhões por mês em receita e conseguiu reverter uma estrutura “analógica” em um modelo mais moderno e digital. A mudança foi impulsionada por novos contratos comerciais, revisão de processos e uma reestruturação interna que reduziu custos e ampliou a capacidade de investimento.

    “Isso só foi possível graças aos novos contratos comerciais e à reestruturação interna. Tivemos que mudar muita coisa de cultura e ainda há muito por fazer. Nada acontece de uma hora para outra, mas os resultados mostram que estamos no caminho certo”, destacou.

    A nova gestão adotou o que o superintendente chama de “gestão da mudança”, um modelo que prioriza comunicação, planejamento e adaptação. O foco, segundo ele, é aprender com exemplos de sucesso de outros aeroportos brasileiros e aplicar as boas práticas à realidade de Maringá.

    “A gente não precisa ser cobaia de nada. Existem mais de 200 aeroportos no Brasil. É só pegar o que está dando certo e adaptar à nossa realidade”, explicou.

    Resultados históricos e digitalização das operações

    O superintendente também revelou que o terminal bateu todos os recordes históricos em número de passageiros, operações de pouso e decolagem e receita. Além disso, iniciou um processo de digitalização das operações internas, substituindo sistemas manuais por ferramentas tecnológicas mais eficientes.

    “Recebi uma máquina totalmente analógica e estamos trazendo o aeroporto para uma situação digital. Os números estão sendo extremamente exitosos”, afirmou Vieira.

    Os resultados marcam uma nova fase para o Aeroporto Regional de Maringá, que, sob gestão municipal, mostra que é possível unir eficiência pública e visão empresarial. A autossuficiência financeira do terminal abre caminho para novos investimentos, inovação e um papel cada vez mais relevante na economia regional.

    Serviço

    O corte faz parte da entrevista completa com Gustavo Vieira, superintendente do Aeroporto Regional de Maringá, disponível no canal do Maringá Post no YouTube, no episódio do podcast Ponto a Ponto, apresentado por Ronaldo Nezo e produzido pela V Mark Estúdio.

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