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O presidente da Sociedade Médica de Maringá, doutor Luiz Eduardo Bersani Amado, defendeu a integração da inteligência artificial (IA) à medicina como um processo inevitável e benéfico para pacientes e profissionais. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post, ele destacou que a resistência inicial a novas tecnologias é recorrente na história da medicina.
“Eu sempre gosto de contar a história do estetoscópio. Foram mais de dez anos para aceitarem o uso porque diziam que se perderia a proximidade com o paciente. Olhando hoje, parece uma loucura. O mesmo aconteceu com a telemedicina, que foi tão debatida, e acabou se consolidando”, afirmou.
Segundo Bersani Amado, a inteligência artificial segue o mesmo caminho de aceitação. “Eu uso inteligência artificial o dia inteiro na minha prática clínica. Algumas especialidades serão muito beneficiadas, outras precisarão se adaptar, mas se houver comprovação de benefício para o paciente, não há como frear”, disse.
O médico também destacou uma mudança no foco da prática médica: antes concentrada no tratamento de doenças, agora voltada para a promoção da saúde e prevenção. “Quando me formei, eu e meus colegas pensávamos na doença: renal crônico, infarto, câncer. Hoje, está claro que o mais eficiente é evitar que o paciente chegue nesse estágio. Isso é melhor para ele e para todo o sistema de saúde, público ou privado”, reforçou.
Para o presidente, a integração da inteligência artificial e a mudança de mentalidade médica representam avanços que permitem exercer uma medicina mais preventiva, eficiente e de maior qualidade.









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