Filme sobre primeiros anos da música maringaense mostra “bang-bang sertanejo” e busca por reconhecimento nacional. Estreia gratuita nesta terça (4)

Por: - 3 de dezembro de 2018
Gravações com 19 personagens foram feitas em Maringá (Imagem/Felipe de Moraes)

O filme “Cidade Canção – Os Primeiros Anos da Música Maringaense”, estreia nesta terça-feira (4/12), às 19h30, no Auditório Hélio Moreira. O documentário, produzido com recursos do Prêmio Aniceto Matti, aborda a relação da cidade com a música e a efervescência cultural que ocorreu entre os anos de 1949 e 1979.

Após a exibição de estreia, que é gratuita, será servido coquetel. Além da estreia, serão realizadas três sessões em dezembro. Nos dias 8 e 15 na Casa da Cultura Alcidio Regini, no Jardim Alvorada, e no dia 11 na Coletiva Mostra Cultural, na Zona 7.

O documentário foi gravado em Maringá entre junho e outubro deste ano e diretor, Lincoln Guilherme Copceski, conta que quem assistir a produção poderá revisitar, a partir de relatos de pioneiros e das pesquisas em acervos históricos, o início do cenário musical maringaense.

As sequências retratam desde a colonização e o desbravamento da região até a chegada de algumas instituições como o Serviço Social do Comércio (Sesc) e dos festivais de música. “Quase tudo que acontecia na cidade refletia na produção artística e no tipo de produção”, afirma.

Dezenove personagens que não foram tão reconhecidos e esquecidos no tempo, guiam a história em produção de 1h36 min. “Quando o tempo passa, acaba conhecido só quem conseguiu ficar rico e entrou na historiografia nacional. A gente quis dar mais espaço para quem é menos lembrado”.

Para Copceski, o que mais despertou atenção durante a produção foi descobrir que Maringá tinha um “bang-bang sertanejo”. O estilo não é um gênero musical, mas está relacionado a música, já que os artistas encenavam dramas a partir de uma letra composta por eles.

De acordo com o diretor, a canção era escrita na quarta-feira, mandada para a censura e, se autorizada, já era apresentada no fim de semana. Outro fator que percebeu nas pesquisas, que começou em 2015, era o objetivo dos artistas das gerações anteriores em colocar Maringá no cenário musical nacional.

“O pessoal tem orgulho da alcunha de Cidade Canção, de carregar esse nome e de marcar Maringá no cenário nacional. Hoje existe uma luta da cena independente de colocar a cidade no cenário nacional, mas isso começou há muito tempo”.

Cartaz mostra apresentação de bang-bang de dois personagens do documentário na Rádio Cultura (Imagem/Lincoln Copceski)

Dias de exibições do documentário

4/12  (estreia)

Horário: 19h30
Duração do filme: 1h36
Classificação: Livre
Entrada: gratuita e sujeita à lotação do espaço
Local: Auditório Hélio Moreira
Avenida XV de novembro, 701, Zona 1 – Maringá/PR

8/12
Horário: 20h
Local: Casa da Cultura Alcidio Regini
Avenida Sophia Rasgulaeff, 693, Jardim Alvorada, Maringá-PR

11/12
Horário: 20h
Local: Coletiva Mostra Multicultural

15/8
Horário: 20h
Local: Casa da Cultura Alcidio Regini
Avenida Sophia Rasgulaeff, 693, Jardim Alvorada, Maringá-PR

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