Maringá terá dois festivais afro-brasileiros e oficinas gratuitas de danças e capoeira. Primeiro evento, Agô-Afro Festival, é nesse sábado. Veja programação

Por: - 24 de outubro de 2018
Craca e Dani Nega, uma das atrações do Agô-Afro Festival. Foto: Cacá Bernardes/Divulgação

A cultura afro estará em alta nos próximos dias em Maringá. No sábado (27), o Agô-Afro Festival vai reunir atrações artísticas para quem quer se aproximar dessa cultura e, nesse fim de outubro até meados de novembro, uma série de oficinas gratuitas traz a oportunidade de aprender danças e capoeira em preparação para o 10º Festival Afro-Brasileiro de Maringá.

O Agô-Afro Festival, que vai ser realizado no sábado das 15h às 22h, na Vila Olímpica de Maringá, terá uma programação com apresentações multiculturais. Estão confirmados Rodrigo Pedro Casteleira, com a performance “Linha de Exu”, a banda Brazukeria Samba Soul, o DJ Babu e o grupo de maracatu Baque Mulher, de Maringá, além do DJ Ed Groove, de Londrina, e Craca e Dani Nega, de São Paulo (SP).

O produtor executivo do festival, Felipe de Moraes, explica que a ideia surgiu da necessidade de envolver diversos segmentos culturais ao mesmo tempo em que promove a participação negra. “Nós procuramos trazer não só artistas negros, mas convidar negros que também estarão atrás do palco atuando em outras funções, com o intuito de gerar empregos mesmo”, explica.

O nome escolhido para essa primeira edição do festival é bem sugestivo. “Agô”, segundo Felipe, vem do yorubá, termo que significa “pedido de licença para movimentos de entrada, saída e passagem” e é muito usado em religiões de matrizes africanas. “Essa é uma forma de pedirmos licença para nossos ancestrais, de fazermos tudo de uma forma muito positiva”, avalia.

A expectativa da organização do evento é reunir de 300 a 500 pessoas na Vila Olímpica. Felipe acredita que em uma cidade como Maringá, onde ao contrário de grandes centros do País, que não tem uma população majoritariamente negra, é preciso valorizar e mostrar o que a cultura afro-brasileira tem de melhor.

O evento terá ainda uma oficina de maracatu voltada só para as mulheres. O grupo vai ensinar os instrumentos percussivos usados no maracatu e também o canto. As inscrições para a oficina são gratuitas e devem ser feitas durante o evento.

Oficinas gratuitas preparam para Festival

O 10º Festival Afro-Brasileiro de Maringá será realizado entre os dias 20 e 25 de novembro, na travessa Jorge Amado (Mercadão de Maringá). O evento é parte da programação da Flim (Feira Literária de Maringá) e quem quiser se apresentar no festival pode aprender danças afro-brasileiras e capoeira em oficinas gratuitas oferecidas pela Secretaria Municipal de Cultura.

Serão cinco oficinas de preparação, nas quais será possível aprender maracatu, street dance, capoeira e danças afro-brasileiras. As aulas estão sendo realizadas em diversos pontos da cidade, têm opções para diferentes idades e todas as turmas têm vagas abertas. A ideia, de acordo com Valdeir Gomes de Souza, que integra a gerência de Igualdade Social, é levar a crianças, jovens e adultos a vivência, a preservação e a difusão da cultura africana mesclada à brasileira.

“Nem sempre a cultura afro-brasileira tem a divulgação merecida e assim muita gente nem faz ideia de como são essas danças. Quando as pessoas tomam contato, passam a olhar de maneira diferente para essas manifestações e querem fazer parte delas”, diz Valdeir. Ele reforça que as pessoas que participarem das oficinas, além de se apresentarem no festival, podem continuar depois nos grupos.

 Confira as oficinas disponíveis:

Maracatu Ingazeiro Cultural – Oficina de Maracatu
Idade: de 14 a 55 anos
Dias: Todos os sábados, das 16 às 19 horas
Local: Centro Esportivo da Vila Operária
Inscrições: Centro Esportivo da Vila Operaria ou com João Furlan pelo telefone (44) 9 9993-7125.

Grupo de Capoeira Mandinga-ê – Oficinas de capoeira primitiva
Idade: 12 a 25 anos
Dias: Segundas e quartas, das 17 às 18h30, até o fim do ano letivo.
Local: Colégio Estadual Tânia Varela Ferreira (R. Libertador San Martim, 1046, Cj. Guaiapó)
Inscrições: Na secretaria do colégio ou com Mariana pelo telefone (44) 9 9756-2949.

Marcello Street – Oficina de Street Dance para adolescentes e jovens
Idade: Livre para todas as idades
Dias: Sábados, das 13h30 às 15h30
Local: Colégio Estadual Tânia Varela Ferreira (R. Libertador San Martim, 1046, Cj. Guaiapó)
Inscrições: Na secretaria do colégio ou com Marcello pelo telefone (44) 9 9764-3944

Maracatu Baque mulher – Oficinas de Maracatu de Baque Virado para adolescentes e jovens do sexo feminino
Idade: Livre para todas as idades.
Dias: Terças e sextas, das 14 às 17 horas
Local: Centro de convivência Santa Felicidade/ Rua Ignes Gongora, n° 110, esq. Cerro Azul (após a Defesa Civil).
Inscrições: No centro de convivência do conjunto Santa Felicidade ou com Tatiane pelo telefone (44) 9 9952-8888. É necessário informar documentos pessoais. Em caso de menores de 18 anos, o responsável terá que assinar o termo de autorização.

Grupo Sucena – Oficina de capoeira e danças afro-brasileiras
Idade: 6 aos 17 anos
Dias: Quarta e sextas, das 17h40 às 18h40. Aulas seguem até o fim de novembro.
Local: Associação Sucena – Av. São Judas Tadeu, 1551, Parque das Palmeiras.
Inscrições: O responsável deve ir até a associação ou falar com Lissandra pelo telefone (44) 99721-3299.

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