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A rotina dos caminhoneiros brasileiros tem sido marcada por longas horas ao volante, pressão por prazos e distância prolongada da família. Esses fatores vêm provocando impactos significativos na saúde mental da categoria.
Levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) aponta que 56% dos motoristas dirigem entre nove e 16 horas por dia, e quase 25% ultrapassam 13 horas diárias. A legislação prevê até 11 horas de descanso a cada 24 horas, mas a regra muitas vezes não é respeitada.
Segundo especialistas, a sobrecarga aumenta as chances de desenvolver transtornos como ansiedade, depressão e estresse. O problema também estimula o uso de drogas e estimulantes, os chamados “rebites”, para que motoristas consigam prolongar o tempo de direção.
Outro alerta é o chamado “apagão de motoristas”: jovens evitam a profissão devido às condições de trabalho precárias e ao alto desgaste emocional. Hoje, a média de idade dos caminhoneiros é de 46 anos.
Pesquisadores e médicos defendem medidas como fiscalização da jornada, criação de pontos de parada seguros e políticas públicas específicas para reduzir riscos. Para eles, proteger a saúde psicológica dos caminhoneiros também significa garantir mais segurança nas estradas brasileiras.
Agência Brasil









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