“Pelo amor de Deus, estamos tendo que escolher quem intubar”, diz prefeito

10 de junho de 2021
Floresta tendo que escolher quem intubar
Em Floresta não há mais vagas em UTI e muitos pacientes precisam internação

“Pelo amor de Deus, me compreendam, compreendam esse decreto, porque quem não aderir conscientemente vai aderir na marra, com a polícia, vamos multar, fechar comércio. No momento o importante é a vida e estamos tendo que escolher quem intubar”.

As palavras são de uma gravação desesperada do prefeito de Floresta, Ademir Luiz Maciel, o Dê (PSD), diante da situação caótica a que chegou a saúde pública no município diante do crescente número de contágios pelo coronavírus e da falta de estrutura para atendimento.

“Estamos tendo que escolher quem intubar porque não temos UTI para todos, nenhuma outra cidade tem UTI para todos. E pode ficar muito pior nos próximos dias”, segue. “Não fechamos igreja porque queremos, não fechamos comércio porque queremos. Estamos assombrados com tudo o que estamos vendo dentro do hospital, as dificuldades da equipe, gente morrendo. E não é só aqui: não tem UTI em lugar nenhum”.

Confira a situação da saúde no município no áudio do próprio prefeito.

Dê baixou um decreto restritivo nesta semana para tentar reduzir as aglomerações, mas o município está também sob um decreto do governo do Estado, que, inclusive, impõe toquede recolher em todos os municípios paranaenses.

O problema é o mesmo de outras cidades

A gravação do prefeito, que a princípio era para circular entre os munícipes de Floresta como um apelo para que respeitassem as medidas restritivas, chegou à imprensa e tornou-se o assunto do dia nas rádios e sites de notícias de Maringá. O assunto já está sendo divulgado por órgãos de imprensa de outras regiões.

A situação de Floresta é a mesma da maioria das cidades da região, como tem sido comentado pelos prefeitos nas reuniões virtuais da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep).

Esta situação levou os prefeitos a iniciarem um trabalho para conseguir vacinas para agilizar a vacinação em seus municípios. Primeiro eles vão pressionar a Secretaria de Saúde do Paraná e o Ministério da Saúde, mas não descartam a possibilidade de comprar vacinas para suas populações.