“Preferi ir para o lado do povo”, diz Cristina Graeml sobre ruptura com a mídia tradicional

Jornalista detalha esgotamento profissional na televisão. Ela aponta distanciamento entre a imprensa e as demandas populares a partir de 2013

  • A transição de repórter de televisão para comentarista política digital foi um dos temas da entrevista de Cristina Graeml ao podcast Ponto a Ponto. Com 26 anos de carreira na TV, ela relatou seu descontentamento com a cobertura da imprensa durante as manifestações de 2013. Ela afirmou que os veículos trataram o movimento popular como adversário. “Eu preferi ir para o lado do povo”, cravou.

    Cristina explicou que a ascensão das redes sociais alterou a comunicação. “Eu percebi em determinado momento que o jornalismo estava mudando no mundo inteiro. Não gostei muito dos rumos que o jornalismo tradicional, o dito do jornalismo tradicional estava tomando.”

    Diagnóstico de esgotamento

    A jornalista descreveu seu processo de saída da TV. Ela foi diagnosticada com burnout. A decisão de abandonar o formato tradicional ocorreu em 2016.

    “Você adora o que faz, mas não está mais se sentindo enquadrado naquilo. Eu não tinha problema com chefe, com colega de trabalho. Adorava o ritmo do jornalismo. Mas não estava mais feliz com o que eu estava fazendo.”

    A entrevista completa com Cristina Graeml está disponível no podcast Ponto a Ponto, no canal do Maringá Post no YouTube.

    Apresentação: Ronaldo Nezo

    Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

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