Tempo estimado de leitura: 4 minutos
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu na manhã desta terça-feira (24) três testemunhas no processo que apura uma suposta quebra de decoro parlamentar envolvendo o deputado estadual Renato Freitas (PT). O caso está relacionado a uma briga ocorrida em novembro de 2025, no centro de Curitiba.
A sessão foi conduzida pelo presidente do conselho, o deputado Delegado Jacovós (PL), e integra a fase de coleta de depoimentos do processo, que tem como relator o deputado Marcio Pacheco (PP).
A primeira testemunha ouvida foi o manobrista Weslley de Souza Silva, que se envolveu diretamente na confusão com o parlamentar. Ele afirmou que a discussão começou após um desentendimento no trânsito enquanto manobrava um carro na região. Segundo o relato, após trocar palavras com o deputado, teria sido agredido com uma voadora pelo parlamentar e seu assessor.
Na sequência, o assessor parlamentar Carlos Alberto Ferreira de Souza, que acompanhava Renato Freitas no momento do episódio, apresentou outra versão. Ele disse que não presenciou o início da discussão, mas afirmou que o motorista teria ido em direção ao deputado e que tentou evitar que a situação evoluísse para agressões.

A terceira testemunha ouvida foi Arleide Cerqueira Xavier Muller, que também estava com o deputado naquele momento. Segundo publicação da Alep, Arleide contou que Renato Freitas a acompanhava para a realização de um ultrassom. Quando retornavam, “saiu um carro de uma garagem, que parou bruscamente, quase encostando na gente.
O Renato falou: ‘Respeite o pedestre’. O motorista abaixou o vidro e falou ‘vai encarar, seu noia?’”, detalhou. Segundo Arleide, o motorista teria então estacionado o veículo e se dirigido até eles, momento em que Freitas teria se defendido. Ela pontuou ainda que houve um segundo momento, quando o trio deixava a região e aguardava a abertura do sinal, e Weslley teria corrido até o carro e batido no vidro.
O episódio ocorreu no dia 19 de novembro de 2025 e foi registrado por vídeos gravados por celular e por câmeras de segurança da região. As imagens mostram a troca de golpes entre o deputado e o manobrista em uma rua do centro da capital.

O processo foi aberto após representações apresentadas por parlamentares e por um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). As denúncias alegam que a conduta de Freitas pode ter violado o Código de Ética da Assembleia, que considera incompatível com o mandato a prática de agressões físicas.
A defesa do deputado solicitou que as imagens completas das câmeras de segurança da região sejam incluídas no processo, argumentando que os vídeos divulgados nas redes sociais estariam incompletos.
O próximo passo do processo está marcado para a próxima terça-feira (31), quando Renato Freitas deverá apresentar sua defesa ao Conselho de Ética e responder a perguntas dos parlamentares. Após essa etapa, o relator deverá apresentar um parecer, que será analisado pelos integrantes do colegiado.








Comentários estão fechados.