Após ação da PF, Bolsonaro convoca advogados; defesa deve trabalhar em tese de interferência política

Os advogados de Bolsonaro pretendem alegar que a operação da PF foi uma interferência política com o objetivo de prejudicar o ex-presidente.

  • Em resposta à Operação Venire da Polícia Federal (PF), que investiga a inserção de dados falsos de vacinação da COVID-19 no sistema do Ministério da Saúde, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus advogados Paulo Cunha Bueno e Frederick Wassef para se encontrarem em Brasília.

    A equipe jurídica planeja argumentar que a operação foi uma interferência política com o objetivo de prejudicar Bolsonaro.

    A investigação da Operação Venire foi desencadeada após suspeitas de que o secretário de Cultura e Turismo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos Brecha, teria falsificado a vacinação contra o coronavírus de Bolsonaro, que afirma não ter se imunizado, mantendo sigilo sobre seu cartão vacinal.

    Os advogados de Bolsonaro pretendem alegar que a PF agiu em resposta à participação bem-sucedida do ex-presidente na Agrishow e à derrota do governo na votação do projeto de lei das fake news. Esses eventos supostamente negativos para o governo teriam motivado a ação do órgão subordinado ao Ministério da Justiça.

    As investigações sobre adulterações no cartão de vacinação já estavam em andamento há semanas.

    Foto: Marcos Corrêa/PR

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