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A Enel, empresa que encabeça o Consórcio Luz de Maringá, confirmou ter feito uma consulta sobre a possibilidade de deixar a gestão da Iluminação Pública na cidade. A informação foi dada em primeira mão pelo secretário de Infraestrutura de Maringá, Vagner Mussio, em entrevista concedida à rádio Pinga Fogo FM nesta quinta-feira (2).
Ao Maringá Post, a Enel admitiu ter consultado a Prefeitura sobre uma “eventual alteração da composição societária do Consórcio Luz de Maringá”, composto pela empresa junto com a Selt Engenharia. A concessionária não deu detalhes sobre a motivação e afirmou que o pedido ainda é analisado pelo Executivo.
De acordo com a Prefeitura de Maringá, em 2026 o Consórcio recebeu pouco mais de R$ 390 mil em pagamentos relativos a manutenção da iluminação pública da cidade. Também conforme o município, cerca de R$ 269 mil que deveriam ser repassados foram descontados para o pagamento de multas por descumprimento contratual, que ultrapassam os R$ 800 mil. Os valores pagos referem-se ao mês de janeiro deste ano.
Segundo o Executivo, ainda não foram feitos pagamentos relativos a fase de modernização, isto é, da troca das luminárias da cidade por refletores de led. O não pagamento estaria relacionado com a não comprovação do cumprimento de marcos contratuais.
O Consórcio Luz de Maringá venceu um leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, em 2024, para fazer a gestão da Iluminação Pública por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) até 2037. Neste período, ela teria a missão de substituir até 55 mil lâmpadas e, como contrapartida, deveria receber R$ 9,8 milhões por ano da Prefeitura.
A Prefeitura não comentou o pedido da Enel para alterar o quadro societário do Consórcio.








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