Empresa de Maringá é contratada para criar 1º ‘museu’ subaquático de água salgada do Brasil no litoral de São Paulo

Escola de mergulho maringaense foi a responsável por posicionar 15 esculturas de quase três metros de altura cada, a oito metros de profundidade, em praia do Guarujá. Inauguração do Museu está prevista para o dia 24 de abril.

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    Uma empresa de Maringá foi a responsável por idealizar o 1º centro de visitação subaquático de água salgada do Brasil, que será inaugurado no próximo dia 24 de abril, no Guarujá, litoral de São Paulo. A Pro Diver, escola de mergulho sediada na Cidade Canção, foi contratada pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo para o projeto.

    A equipe maringaense teve a missão de posicionar 15 esculturas de concreto, esculpidas pelo artista plástico Adélio Sarro, a cerca de oito metros de profundidade nas águas do litoral. Cada uma das estátuas tem dimensões que variam de 1,70m a 2,45m e podem pesar até três toneladas.

    Todas as esculturas foram submersas a cerca de 500m da praia do Guaiúba. A visitação de turistas será autorizada após a inauguração oficial por parte do Governo de São Paulo.

    Em entrevista ao Maringá Post, Alessandro Miranda, um dos sócios da Pro Diver, explicou que a empresa foi contratada pelo Governo paulista para um estudo de viabilidade de quais locais do litoral seriam melhor adaptados para receber um ‘museu’ com as esculturas. A empresa, especializada em mergulhos de água doce, está no mercado há vários anos e ganhou fama ao ofertar mergulhos para turistas nas praias de Porto Rico-PR, Ribeirão Claro-PR e outras cidades do Paraná.

    Trabalho envolveu contratação de mergulhadores especializados em plataformas de petróleo | Foto: João Ribeiro/Pro Diver

    “A Secretaria de Turismo nos colocou em contato com o artista, nós informamos o tipo de cimento que ele deveria utilizar, que é um cimento de pH neutro, para não ter nenhum problema ambiental e tal. A gente fez mais algumas pesquisas e em conjunto com a Secretaria a gente estipulou os lugares que deveriam ser afundadas as estátuas. Depois disso o artista terminou as esculturas e nos contactou e começamos a combinar como seriam feitos os afundamentos”, disse.

    Esculturas foram colocadas a oito metros de profundidade | Foto: João Ribeiro/Pro Diver

    Para o serviço no Guarujá, a empresa maringaense precisou contratar mergulhadores especializados em plataformas de petróleo por exigência da Marinha. O fotógrafo subaquático João Ribeiro foi o responsável pelos primeiros registros.

    Há a expectativa de que o projeto avance com a criação de outros centros de visitação em mais praias paulistanas. A próxima etapa seria São Sebastião, que poderá receber até 30 esculturas submersas.

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