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A mudança de velocidade máxima dos radares no perímetro urbano de Maringá, anunciada pela Prefeitura nessa terça-feira (27), só passará a valer depois que o município finalizar a troca da sinalização das vias. A afirmação é do secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, Luciano Brito, que concedeu entrevista ao Maringá Post nesta quarta-feira (28).
Dentro da cidade, a velocidade padrão dos fiscalizadores eletrônicos será fixada em 50km/h. A padronização não se aplica à BR-376 (Avenida Colombo) e à Avenida Sincler Sambati (Contorno Sul). Nesses corredores estruturais, a velocidade máxima permanecerá em 60 km/h devido às características geométricas e operacionais dessas vias, que são projetadas para suportar maior volume de tráfego, garantir maior capacidade de escoamento e permitir a circulação contínua de veículos.
A padronização da fiscalização eletrônica está alinhada às boas práticas de segurança viária e teve início no ano passado. Atualmente, 29,9% dos 120 radares urbanos já operam com limite padronizado de 50 km/h. Nesta primeira fase de alteração, que deverá ser executada até o fim de fevereiro, a velocidade máxima permitida será padronizada em 24 ruas e avenidas.
De acordo com Brito, antes da mudança ser efetivada, o município realizará a troca das placas e da pintura horizontal que sinaliza a velocidade nessas vias. Durante este período, os radares também receberão placas explicando sobre o período de testes. Mais de 100 placas que sinalizam a velocidade máxima deverão ser substituídas apenas nesta fase.
“O processo de mudança de uma velocidade, de uma aplicação de multa, que é o que interessa para o cidadão, ele é gradativo, nós primeiro precisamos fazer, nesse processo que nós estamos fazendo dessas 24 vias, é uma fase de projeto, esses projetos têm que ser publicados e agora nós vamos dar sequência com a mudança na sinalização horizontal e vertical. Quando ele (o radar) não for aplicar a multa, nós vamos identificar este radar com uma placa “radar em teste”, então comunicando ao cidadão que aquele radar, ele está na fase de transição, porque para aplicarmos a multa no local, nós devemos obrigatoriamente ter a sinalização vertical e horizontal, principalmente a vertical. A horizontal é um reforço, nós vamos apagar primeiro ali a velocidade hoje determinada, nós vamos substituir a placa, e aí nós vamos, depois disso, fazer alguns testes. Concluído isso, nós retiramos e aí fazemos a reprogramação do radar para a velocidade determinada”, explicou o secretário de Mobilidade.
Radares de velocidade inferior serão substituídos por travessias elevadas
Ainda conforme Luciano Brito, regiões onde há fiscalização eletrônica com velocidade inferior a 50km/h deverão ter os equipamentos retirados. A ideia, nestes espaços, é que o radar seja substituído inicialmente por quebra-molas e, futuramente, por travessias elevadas.
De acordo com o secretário, a substituição nestes casos será mais lenta e ocorrerá de forma gradativa, mediante aprovação dos projetos de engenharia. Um dos trechos que terá essa modificação será defronte ao Hospital Universitário, na Avenida Mandacaru.
“Elas vão ser substituídas por lombadas temporariamente, essas lombadas, elas são os quebra-molas e posteriormente, em alguns locais, principalmente, quatro locais que nós temos hoje, que serão construídos e implantadas faixas elevadas, no caso do Hospital Universitário, na Avenida Mandacaru, o Hospital do Câncer, na UPA Zona Sul e no Colégio Estadual Oswaldo Cruz. Nesses locais, nós vamos colocar faixas elevadas, no primeiro momento o quebra-mola, a lombada, para que possamos fazer a retirada e a movimentação desses redutores para outros locais. A faixa elevada exige um projeto de engenharia mais elaborado, com a execução de topografia, e nós precisamos concluir esses projetos, é um pouquinho mais demorado o projeto e a parte de implantação com a obra de engenharia que vai ser feita, então ela demanda um tempo maior, mas até que isso ocorra, o local vai estar mantendo o controle da velocidade, ali para redução e melhorar a segurança, principalmente de pedestres, com a implantação das lombadas”, disse.








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