Em obra há seis anos, reforma de Centro Esportivo na Vila Operária recebe mais R$ 180 mil em aditivos

Novo reajuste contratual foi firmado no fim de novembro de 2025, duas semanas após terceira construtora assumir reforma. Prefeitura diz que aditivo já estava previsto em contrato. Desde o início da intervenção, em 2020, obra já custou R$ 6,3 milhões aos cofres públicos.

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    Em obras há quase seis anos, a reforma do Centro Esportivo Luiz Moreira de Carvalho, na Vila Operária, recebeu mais R$ 180 mil em aditivos. O documento, publicado no Portal da Transparência nesta semana, mostra um reajuste contratual assinado em no fim de novembro de 2025, apenas duas semanas depois após uma nova empresa assumir a intervenção.

    Em novembro, uma construtora de Maringá foi convocada pelo Executivo para concluir os 30% restantes da obra, após a empresa anterior ter tido o contrato rescindido. Trata-se da terceira construtora a assumir a condução da reforma desde que ela teve início, em 2020.

    No contrato mais recente, o município havia se comprometido a pagar R$ 2,4 milhões pela conclusão do Centro Esportivo. Com o aditivo, o valor deverá saltar para quase R$ 2,6 milhões. Desde que a obra teve início, há seis anos, mais de R$ 6,3 milhões já foram pagos pelo poder público em uma reforma que, até o momento, não foi concluída.

    No primeiro contrato, firmado em 2020 com uma construtora de Pedrinhas Paulista-SP, o município havia se comprometido a pagar R$ 4,3 milhões pela reforma. Rescindido com apenas 17% de conclusão, a Prefeitura chegou a pagar R$ 900 mil para a empresa, antes de convocar a segunda colocada.

    Em 2024, uma nova empresa assumiu a reforma, prometendo a entrega para agosto de 2025. Desta vez, a obra deveria custar R$ 7,2 milhões, mas o contrato, novamente, foi rescindido, em novembro do ano passado. Pelo que foi entregue, o município desembolsou mais R$ 5,4 milhões, com o medidor de obras públicas apontando 70% de conclusão.

    Ainda em novembro, uma terceira empresa assinou contrato para concluir os 30% ainda não entregues da reforma. A previsão é de que a reforma seja entregue em maio de 2026.

    De acordo com o medidor de obras públicas do Portal da Transparência, 73% da obra foi finalizada pela construtora anterior, com a última medição datada de junho deste ano. Segundo a Prefeitura de Maringá, a empresa que era responsável pela intervenção, até então, “interrompeu os serviços de forma injustificada” e, por isso, o contrato foi rescindido.

    Por meio de nota enviada ao Maringá Post nesta segunda-feira (19), a Prefeitura de Maringá informou que os R$ 180 mil em aditivos pagos a nova empresa estavam previstos em contrato e se referem a “reajuste contratual, conforme prevê o contrato, que é aplicado após um ano da elaboração do orçamento e segue o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”. Leia a nota na íntegra:

    “A Secretaria de Obras Públicas informa que a obra está em andamento, com prazo de finalização previsto em contrato para maio deste ano. A obra deveria ter sido entregue em agosto de 2025, no entanto, a empresa até então responsável interrompeu os serviços de forma injustificada e o contrato foi rescindido em outubro. Imediatamente, o município convocou a segunda colocada no processo licitatório, que assumiu o serviço e deu continuidade às obras. A empresa que interrompeu os serviços e abandonou a obra sofrerá as sanções previstas.

    O aditivo no valor de R$ 176 mil é referente ao reajuste contratual, conforme prevê o contrato, que é aplicado após um ano da elaboração do orçamento e segue o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O reajuste segue o previsto no artigo 65 da Lei Federal nº 8666/1993.”

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