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A Prefeitura de Maringá decidiu romper o contrato com a construtora responsável pela reforma do Centro Esportivo da Vila Operária. O termo de rescisão, datado do dia 10 de outubro de 2025, foi publicado no Portal da Transparência na semana passada.
A construtora de Cambira assinou o contrato para assumir a reforma em maio de 2024. A intervenção, de 1.134 m², deveria custar aos cofres públicos R$ 7,2 milhões e ser entregue em 1 ano e 3 meses, a partir da assinatura da Ordem de Serviço. O prazo se encerrou no dia 8 de agosto, mas a obra não foi concluída.
De acordo com o medidor de obras públicas do Portal da Transparência, 73% da obra foi finalizada, com a última medição datada de junho deste ano. Segundo a Prefeitura de Maringá, a empresa responsável “interrompeu os serviços de forma injustificada” e, com isso, a segunda colocada foi convocada no processo licitatório logo após a rescisão. Ainda conforme o Executivo, a nova empresa aguarda apenas a assinatura do contrato para assumir a intervenção.
Ainda segundo o Portal da Transparência, dos R$ 7,2 milhões previstos, R$ 1,7 milhão já haviam sido pagos pela Prefeitura antes da rescisão. No decorrer da obra, o poder público ainda chegou a acordar outros R$ 705 mil em aditivos.
Histórico de problemas
Originalmente, a reforma do Centro Esportivo da Vila Operária teve início em 2020 e deveria ter sido entregue em 2022, mas foi paralisada, após problemas com a antiga construtora responsável pela intervenção. O local estava coberto com tapumes desde então.
Na época a empresa, com matriz no município de Pedrinhas Paulista, interior de São Paulo, venceu a licitação para a reforma do Centro Esportivo ao se comprometer realizar a obra por R$ 4,4 milhões. A empresa, na época, teria o prazo de 630 dias para entregar o serviço, de acordo com informações do Portal da Transparência. Além das especificações estruturais, que são as mesmas do novo edital, a obra de 2020 também previa a revitalização e aquecimento das piscinas.
Na ocasião, o contrato foi assinado no dia 1º de dezembro de 2020 e a reforma deveria ser entregue em meados de agosto de 2022. No entanto, isso não ocorreu.
De acordo com o portal de Obras Públicas da Prefeitura de Maringá, o contrato com a empresa vencedora do edital foi rescindido com o medidor apontando apenas 17% de conclusão da obra. O Portal da Transparência mostra ainda que, ao longo da intervenção, a construtora chegou a solicitar aditivos no contrato ao município que, somados, passavam de R$ 400 mil. Apesar disso, a cidade pagou apenas R$ 847 mil à empresa em todo o contrato, valor correspondente ao que foi entregue da reforma.
Após a rescisão, um novo edital para a reforma foi aberto em 2023, desta vez, com o município disposto a pagar até R$ 8,2 milhões. Uma construtora do Paraná venceu o edital, assumindo a reforma em maio de 2024 ao custo de R$ 7,2 milhões, tendo o contrato encerrado em outubro de 2025.







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