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Mais de 14 mil maringaenses afirmam ter mais de um trabalho formal para sobreviver. É o que aponta dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consultados pela reportagem a partir do painel “Panorama do Censo”.
De acordo com os indicadores, 206.117 maringaenses (93,5% dos entrevistados) afirmam ter um único trabalho, enquanto 14.214 responderam terem mais de um emprego, o que corresponde a cerca de 6,4% dos entrevistados. Deste montante, cerca de 2,5% (ou 5.495 pessoas) afirmaram terem mais de dois trabalhos.
Ainda conforme o IBGE, a média salarial em Maringá, atualmente, é de R$ 2.646,96. Em entrevista ao Maringá Post, o economista João Ricardo Tonin pontuou que a remuneração média da cidade é insuficiente para cobrir o custo de vida, o que explica trabalhadores precisando buscar mais de uma fonte de renda.
“Maringá sempre foi reconhecida como uma cidade de alta qualidade de vida e oportunidades. A cada ano, entre cinco a dez mil pessoas se mudam para a nossa cidade em busca de uma vida melhor. No entanto, essa qualidade de vida vem acompanhada de um custo mais elevado que muitas vezes exige que os residentes tenham mais de um emprego para sustentar seu estilo de vida”, disse.
O especialista aponta ainda que o custo de vida maringaense, por vezes, acaba empurrando os trabalhadores do município para residências em municípios vizinhos. Com 70% do Produto Interno Bruto (PIB) de Maringá concentrado no setor de serviços, Tonin lembra que muitas empresas oferecem cursos técnicos gratuitos que, por vezes, permitem que os colaboradores conquistem salários acima da média do mercado.
“Diante desse cenário, não é surpreendente que muitos que chegam a Maringá busquem se instalar em cidades vizinhas onde o custo de vida é menor. Isso resulta em um aumento do fluxo pendular de trabalho, onde essas pessoas viajam diariamente para Maringá e retornam para suas residências em municípios frequentemente chamados de dormitórios. Atualmente, mais 70% do PIB de Maringá é gerado pelo setor de serviços e diversas instituições oferecem cursos técnicos gratuitos em áreas estratégicas, proporcionando oportunidades com salários acima da média local”, afirmou o economista.









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