Fica a menos de 300 km de Maringá: multinacional paranaense quer produzir canetas emagrecedoras

Prati-Donaduzzi é a maior produtora de genéricos do País, e agora entra na corrida por medicamentos injetáveis para emagrecimento e diabetes, as famosas canetas emagrecedoras.

  • A farmacêutica Prati-Donaduzzi, sediada em Toledo, no Oeste do Paraná (a 293 quilômetros de Maringá), está se preparando para ingressar em um dos mercados mais promissores e disputados da atualidade: o das chamadas “canetas emagrecedoras”.

    O termo se refere aos medicamentos injetáveis à base de substâncias como a semaglutida, princípio ativo usado em remédios de sucesso mundial como o Ozempic e o Wegovy, voltados ao controle do diabetes e da obesidade.

    Reconhecida nacionalmente pela produção de medicamentos genéricos, a empresa paranaense agora busca diversificar sua atuação e ampliar sua presença no setor farmacêutico de alta tecnologia. De acordo com informações divulgadas pela Veja e pela Exame, a Prati-Donaduzzi já desenvolve pesquisas voltadas à produção de versões nacionais desses medicamentos, o que poderia reduzir custos e ampliar o acesso dos brasileiros aos tratamentos.

    Fundada em 1993 pelos empreendedores Luiz e Carmen Donaduzzi, a companhia tornou-se uma das maiores do país no segmento de genéricos, com faturamento anual superior a R$ 2,3 bilhões. Hoje, a multinacional paranaense está construindo um novo parque fabril de alta tecnologia e uma cidade planejada para seus colaboradores em Toledo, mostrando ambição de se consolidar como referência em inovação e biotecnologia.

    Até 2030…

    A entrada no mercado das “canetas emagrecedoras” é estratégica: estima-se que, até 2030, o segmento movimente dezenas de bilhões de reais por ano no Brasil. Além do potencial econômico, a iniciativa reforça a importância do Paraná no mapa da indústria farmacêutica nacional, com impactos diretos na geração de empregos qualificados e na formação técnica em toda a região.

    Embora o desenvolvimento das novas formulações ainda esteja em andamento, a expectativa é de que, nos próximos anos, a Prati-Donaduzzi possa lançar um produto nacional capaz de competir com gigantes globais do setor. Se confirmada, a conquista colocará o oeste paranaense na vanguarda da inovação farmacêutica e abrirá novas oportunidades para o Estado.

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