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O orçamento da Prefeitura de Maringá para 2026 prevê o investimento de quase R$ 260 milhões em obras. O valor consta na relação de “obras orçadas” para o ano que vem, presente em um dos anexos da Lei Orçamentária Anual (LOA) que ainda está em elaboração. Os anexos podem ser consultados via Portal da Transparência.
Do total, mais de R$ 206 milhões serão oriundos de convênios firmados entre o município e os governos estadual e federal. Além da continuidade de obras que já estão em andamento, o planejamento também inclui o início de novas intervenções, algumas já amplamente divulgadas.
As duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por exemplo, estão nesta matemática. Conforme a LOA, a Prefeitura pretende investir até R$ 11,6 milhões na construção das estruturas físicas das UPAs Zona Leste e Oeste. Ainda na Saúde, o planejamento prevê R$ 4,2 milhões para a reforma da UBS São Clemente e outros R$ 200 mil para as elaborações de projetos para reformas das UBSs Alvorada III e Cidade Alta. Para a continuidade da reforma do Hospital Municipal, estão reservados R$ 8,1 milhões.
Na Educação, o município reservou R$ 5,6 milhões para a construção de quatro novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) nos bairros Novo Paulista I e II, Paraíso I e Paraíso II. Para estes projetos, são aguardados ainda outros R$ 16 milhões do Programa Infância Feliz, que não deverão onerar o Executivo.
Na Mobilidade Urbana, outro projeto que pode sair do papel, segundo a previsão da Lei Orçamentária, é a reforma da ciclovia da Avenida Mandacaru, em valor estimado de R$ 5 milhões.
Na diferenciação por tipos de serviço, a área que deverá receber mais recursos é a de recapeamento asfáltico, com R$ 23 milhões reservados para projetos por toda a cidade.
Para 2026, Maringá terá um orçamento estimado de R$ 3,5 bilhões, o maior da história da cidade. Ao Maringá Post, o secretário da Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, explicou que a previsão está dentro do que foi possível, seguindo o planejamento da Prefeitura em recuperar a capacidade de investimentos.
“Dentro do trabalho que a gente iniciou de recuperação da capacidade de investimento, R$ 3,5 bilhões é o que é possível para a gente exercitar 2026. Suficiente, se a gente perguntar para todas as secretarias que prestam serviço nas pastas, eles sempre vão dizer que não é, mas era o que a gente conseguiu mantendo a responsabilidade fiscal e os gastos obrigatórios dentro dos limites previstos pela Constituição”, resumiu.
Recursos reservados para ‘imbróglio’ do Cine Plaza
Entre as rúbricas do orçamento destinadas para a Cultura em 2026, estão R$ 9 milhões para a reforma do Cine Teatro Plaza, mesmo valor que já havia sido reservado para a mesma finalidade nos orçamentos de 2023, 2024 e 2025.
Localizado na Travessa Guilherme de Almeida, defronte a Praça Raposo Tavares, o espaço cultural foi inaugurado em 1972 e convertido em ‘Cine Teatro’ no ano de 1991, sendo um dos últimos cinemas de rua abertos em Maringá. Desde 2006, o imóvel está fechado, por orientação do Corpo de Bombeiros.
Em 2022, a Prefeitura de Maringá contratou a última perícia judicial feita no prédio, que foi avaliado na época em R$ 7 milhões, valor que o município estava disposto a investir para adquirir o imóvel em definitivo. Uma das famílias proprietárias do espaço, no entanto, não aceitou o preço, estipulando um valor de venda acima dos R$ 14 milhões.
Atualmente, o prédio que abriga o Cine Teatro Plaza é 33% do município, em aquisição feita ainda na década de 1990, enquanto o restante segue com as famílias que inauguraram o espaço. A última reforma no prédio foi feita em 2003.
Em 2019, a Prefeitura de Maringá chegou a realizar a desapropriação do imóvel, bem como apresentar um projeto de revitalização do espaço, que passaria a se chamar ‘Complexo Plaza’ e seria convertido em uma escola de cinema, além de um museu de arte contemporânea.
No entanto, sem acordo para a aquisição em definitivo, o caso foi parar na Justiça.









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