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O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), voltou a comentar o desejo de realizar uma concessão do Parque do Ingá para a iniciativa privada. A fala foi feita na manhã desta quinta-feira (3), durante um café da manhã com a imprensa promovido pela Prefeitura, no Paço Municipal.
Durante a apresentação, o chefe do Executivo apresentou aos jornalistas alguns projetos que ele considera como ‘sonhos’, termo usado pelo próprio prefeito para descrevê-los. Entre os projetos mostrados e que ainda estão no papel, estão a construção de um Parque Linear em homenagem a sociedade portuguesa na região do Eurogarden, além da revitalização do Parque do Ingá – principal cartão postal da cidade – e a construção de uma passarela no interior do Bosque II, que permitira o local receber visitantes.
Barros já havia falado sobre o Parque do Ingá na Câmara Municipal, durante a primeira sessão ordinária de 2025, quando pediu apoio dos vereadores no projeto. Na época, ele ressaltou que a concessão era uma forma de manter as atrações do local funcionando e de ‘ter de quem cobrar’ pelo estado de conservação do Parque. Como dito na ocasião e reforçado nesta quinta (3), a concessão não implicaria em cobrança aos visitantes.
“E por que uma concessão única e não uma concessão para cada espaço? Porque se tiver uma concessão para o pedalinho, outra para a loja, outra para a lanchonete, outra para a tirolesa, quem é que vai botar o papel higiênico e o sabonete no banheiro? Qual deles que vai colocar? Nenhum. Quem é que vai fazer propaganda no rádio, na televisão, no jornal, vai fazer outdoor nas estradas falando que tem tudo isso para fazer no Parque do Ingá? Ninguém. Porque nenhum deles vai fazer propaganda para o outro ter cliente. E de quem nós vamos pedir que cuide da segurança das pessoas que entram no Parque do Ingá? De ninguém. Então, se alguém tiver um celular roubado lá dentro, ou se faltar papel higiênico no banheiro, ou sabonete para lavar a mão, será tudo culpa do prefeito, e isso está errado. Isso não funciona desse jeito”, relatou Silvio, em entrevista ao Maringá Post no dia 7 de fevereiro.
Em entrevista coletiva logo após a apresentação desta quinta-feira (3), Silvio Barros afirmou que o objetivo dele é tornar os dois parques (do Ingá e Bosque II) em locais mais ‘interativos’. Não há detalhes sobre prazos para que os projetos possam ter início.
“Nós vamos retomar o projeto que originalmente foi feito, proposto e executado, transformando o Parque do Ingá em um lugar onde as pessoas possam interagir. Isso também será aplicado ao Bosque II. Hoje, o espaço é apenas contemplativo, mas precisa ser interativo, pois é isso que atrai as pessoas. Essa é uma estratégia que adotaremos para ambos”, resumiu.
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