Prefeitura projeta entregar o Painel do Café no Calill Haddad na segunda-feira, 9

7 de agosto de 2021
entregar o Painel do Café
Obra de Waldemar Moral, o Painel do Café na época em que estava numa loja de artigos para casa

A prefeitura de Maringá confirmou que vai entregar o Painel do Café na segunda-feira, 9. A obra de arte da década de 1950 foi instalada no teatro Calil Haddad após ser totalmente restaurada pelo Município. Durante anos, o painel estava em uma sala comercial no Centro, inclusive com furos por perfuração de parafusos.

“Assim que assumimos o governo em 2017 demos início ao processo de contratação de uma empresa que fizesse a restauração do painel para que devolvêssemos esta relíquia à população de Maringá”, explica Ulisses Maia. O Secretário de Cultura, Victor Simião, destaca que o painel será mais uma atração do Teatro Calil Haddad, valorizando o Patrimônio Histórico do Município.

O painel, formado por azulejos, representa uma cena de colheita de café. Mede 2,40 m de altura por 7,95 m de largura. A área total é de 19,08 m². O autor é Waldemar Moral, do Atelier Artístico Moral (São Paulo). A obra foi encomendada pelo ex-prefeito e empresário de Maringá, Américo Dias Ferraz. Foi instalada originalmente no icônico Bar Columbia, que ficava na avenida Getúlio Vargas (Ipiranga, na época).

A empresa contratada, a Forlight, de São Carlos, interior de São Paulo, é especializada em restaurações. Em julho de 2017, a arquiteta Fabiana Purchio e o Engenheiro Thiago Queiroz retiraram as 848 peças que compõem o Painel do Café. Uma análise detalhada do material constatou problemas como azulejos quebrados (sem perda de matéria); lacuna parcial (com perda menor que 40%) e lacuna (com perda maior que 40%). Havia 133 peças quebradas. Foram recuperadas com a preocupação de que nenhum fragmento fosse perdido.

Após a colagem das peças quebradas, a empresa iniciou a fase de tratamento das mesmas, inclusive com a reconstituição do substrato de cerâmica do azulejo. Outra fase foi a recomposição da camada pictórica. “Como o artista utilizou praticamente cores puras, raramente secundárias e terciárias, não houve grande dificuldade em se chegar às cores originais”, explica a arquiteta Fabiana Purchio. Um dos cuidados foi que as pinceladas não pudessem ser identificadas como não originais.

Assim, a Secretaria de Cultura poderá entregar o Painel do Café com características bem próximas da obra original. A parte do painel onde está a identificação da autoria – Atelier Artístico Moral / R. Dionísio da Costa (277 ou 227), os restauradores optaram por não reproduzir a letra do artista, de forma a não descaracterizar sua assinatura. Esta parte ficou em branco, o que, de certa forma, simboliza a grande importância de Waldemar Moral.