Prefeitura quer aulas neste mês, professores dizem que só depois da segunda dose da vacina

Por: - 4 de julho de 2021
aula
Se depender dos funcionários da Educação, aulas só recomeçam em setembro

Município vê condições de um retorno seguro às salas de aula, de forma escalonada, mas sindicato lembra que mais da metade das mortes por covid entre o pessoal da Seduc ocorreu nos últimos 30 dias

Em nova reunião convocada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), na sexta-feira (2), o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) reiterou o posicionamento contrário ao retorno às aulas presenciais ainda durante o mês de julho, ainda sem a aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19 para os trabalhadores da Educação.

Durante o encontro, com presença de representantes do Judiciário, Executivo e Legislativo, a prefeitura confirmou o interesse de retornar às salas de aula, de forma escalonada, dentro de três semanas, ainda dentro do mês de julho. A direção sindical vai entrar com recurso contra a decisão.

 

Reunião virtual

 

Ao longo da reunião virtual, com presença do promotor Adriano Zampieri Calvo, dos vereadores Mário Verri (PT) e professora Ana Lúcia (PDT), do chefe de gabinete, Domingos Trevizan, e da secretária da Seduc, Tânia Periotto, a presidente do Sismmar, Priscila Guedes, apresentou o resultado da assembleia encerrada no dia anterior.

Com ampla participação da categoria em pouco mais de 24 horas de votação e aprovação em mais de 85% dos servidores para a proposta da direção sindical, Priscila reforçou que o retorno em julho vai no sentido contrário ao direito à vida e à vontade dos trabalhadores.

Com a confirmação do interesse da prefeitura em voltar às salas de aula no próximo dia 28, o Sismmar buscará reverter a medida por outros meios.

 

A morte ronda a Educação

Desde o começo da pandemia, sete profissionais da Seduc morreram em decorrência da covid-19, quatro apenas nos últimos 30 dias. Em razão do avanço do vírus em Maringá, com média diária de 320 casos confirmados nos últimos três dias, o sindicato solicitou que todos os questionamentos feitos à Secretaria de Educação sejam respondidos via ofício e convidou os representantes do Judiciário e Legislativo a uma visita às unidades do município. Por fim, ações de cunho jurídico cabíveis também serão ajuizadas pela direção sindical.

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