Ninguem quis comprar a marca O Diário, que foi de um dos maiores jornais do Paraná

Por: - 18 de maio de 2021

Ninguém se interessou na compra da marca O Diário do Norte do Paraná, pertencente à Editora Central, que teve sua falência decretada pela Justiça há dois anos.

A marca foi avaliada pela Justiça em R$ 80 mil, mas no leilão da massa falida da editora, realizado na manhã desta terça-feira pela Klöckner Leilões, não houve lance e assim haverá uma nova tentativa de venda em segunda praça, no dia 1º. de junho, às 10 horas. No segundo leilão os lances começam pela metade do valor da avaliação, R$ 40 mil.

No leilão desta quarta-feira foi colocado à venda o portal odiario.com, que foi congelado pela Justiça desde a decretação da falência da empresa. odiario.com já foi o segundo maior site de notícias do Paraná, chegando a marcar até 100 mil visitas em apenas 24 horas.

O odiario.com está avaliado em R$ 20 mil, mas no segundo leilão os lances começam em R$ 10 mil.

 

Só na internet

Por determinação do Tribunal de Justiça do Paraná, desde o início da pandemia de covid-19 nenhum leilão judicial pode ser presencial. Assim, o leilão do dia 1º. de junho acontecerá somente no site da empresa responsável pela venda do patrimônio do antigo O Diário, o www.kleiloes.com.br.

Os interessados em participar devem se inscrever com antecedência no site da Klöckner.

Prédios do O Diário
Os predios foram vendidos por R$ 5,5 milhões, parcelados, mas o negócio ainda depende de decisão da Justiça

O leilão desta terça-feira foi o terceiro realizado pela Klöckner na tentativa de vender o patrimônio daquele que foi o terceiro maior jornal do Paraná e que teve falência decretada há dois deixando mais de R$ 10 milhões em dívidas com fornecedores e funcionários.

Notícia de Maringá

Computadores, mobiliário e outros aparelhos foram arrematados, mas a venda principal, que seria dos dois terrenos, que somam 4 mil metros quadrados na Zona 3, com frente para a Avenida Mauá, ambos com prédios em que funcionaram o jornal, a Rádio Cultura e outras empresas do grupo formado pelo empresário Frank Silva, não se concretizou até agora.

Como não foram dados lances para os terrenos, um empresário do setor educacional fez uma proposta, mas a decisão sobre a aceitação ou não da proposta, cabe à Justiça.

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