Suspeitos são presos por envolvimento em incêndio a ônibus da Cidade Verde

Por: - 18 de março de 2021
incêndio
Com os suspeitos foram apreendidos um CD com táticas de sobrevivência, uma espingarda de chumbinho, caderno de anotações e fardas camufladas / Divulgação Polícia Civil

Na manhã de desta quinta-feira (18/3), quatro homens foram presos no interior de Sorocaba, em São Paulo. Eles são suspeitos de participarem de um incêndio criminoso que ocorreu no pátio da Transporte Coletivo Cidade Verde, em Sarandi, em setembro do ano passado.

Os suspeitos foram localizados em uma propriedade rural. Com eles, foram apreendidos um CD com táticas de sobrevivência, uma espingarda de chumbinho, caderno de anotações e fardas camufladas. A operação contou com o apoio de equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada de 23 de setembro de 2020. A ação resultou em seis ônibus completamente destruídos e um parcialmente danificado.

No dia 12 de dezembro do ano passado, a Polícia Civil desencadeou a Operação Ludismo, com o objetivo de cumprir mandados de busca e de prisão preventiva dos suspeitos de participação no incêndio criminoso. A Operação contou com a participação de equipes de Sarandi e Maringá, além do GOE e DEIC (PC/SP).

Na época, foram cumpridos mandados de busca e de prisão preventiva nas cidades de Sorocaba/SP, Votorantim/SP, Sarandi e Maringá.

Em Sarandi, onde reside o membro do Sindicato que estaria em posse do veículo utilizado na ação, a Polícia Civil e a Guarda Municipal cumpriram o mandado de prisão preventiva e de busca domiciliar.

Durante a investigação, a Polícia Civil de Sarandi informou que o veículo usado para transportar os suspeitos de incendiar os ônibus havia sido alugado a pedido de um sindicalista ligado ao Sintttromar, sindicato que representa os motoristas do transporte coletivo. Em nota, o Sinttromar repudiou a ação e afirmou não ter ligações com o caso.

Em coletiva realizada no final do ano passado, o delegado de Sarandi, Adriano Garcia, ponderou que, em tese, o sindicalista teria planejado o crime sozinho, sem a conivência do sindicato e do movimento grevista.

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