Fruto de grande consumo no Brasil, tomate começa a atrair mais produtores na região de Maringá

Por: - 9 de dezembro de 2020
Cultivo de tomate de Carlos Roberto Bueno / IDR-Paraná

O tomate é um fruto altamente consumido pelos brasileiros. Segundo a revista Hortifruti Brasil e o Censo Agrícola 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fruto está entre as hortaliças mais produzidas e que distribui mais renda nas lavouras brasileiras.

Só no mês de novembro, a Central de Abastecimento de Maringá recebeu 696,58 toneladas de tomate tipo saladete para venda atacadista, gerando uma renda de R$2.483.120,00. No entanto, as plantações de tomate enfrentam constantemente terríveis doenças e insetos,  que podem causar a devastação do cultivo.

“A redução séria da produção de tomate causaria não apenas falta desse alimento importante, mas prejuízos econômicos para o país – a atividade movimenta R$ 5,7 bilhões por ano. Além disso, levaria o Brasil a buscar o produto no mercado externo, tendo de importar para atender a necessidade de consumo interno. Num cenário de dólar alto, seria uma catástrofe, com aumento expressivo dos preços para os consumidores”, explica o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Julio Borges.

Apesar disso, Borges explica que todas soluções de combate a pragas e doenças na agricultura registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ibama e Anvisa são testadas cientificamente e submetidas a um longo e rigoroso processo de avaliação, ao longo de alguns anos, antes de ter autorização para comercialização.

No estado, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná começou neste segundo semestre de 2020, um trabalho inédito, usando a Internet, para a capacitação conjunta de extensionistas do Instituto e produtores para a prática da agricultura orgânica no estado.

A ação está baseada em experiência de projeto desenvolvido na região de Cornélio Procópio, que há mais de 20 anos leva assistência técnica para a produção de oleícolas no sistema orgânico e organiza as mesmas famílias para que elas tenham garantia de acesso ao mercado para a venda de todos os alimentos que colhem.

A iniciativa do Instituto surge como resposta a uma demanda da sociedade, que cobra uma oferta maior de alimentos produzidos no sistema orgânico e também do compromisso que o Estado tem de, a partir de 2030,  elaborar toda a merenda servida aos alunos das escolas estaduais usando apenas alimentos orgânicos.

A proximidade com os centros consumidores fez com que Carlos Roberto Bueno passasse a cultivar tomate e pepino, novidades em sua propriedade em Itambé. O produtor decidiu ir contra a tradição da região Noroeste, em que o cultivo de soja e milho ocupa grande parte das áreas de agricultura. Com a assistência do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Bueno implantou três estufas na propriedade, conquistou mercado e já planeja expandir o negócio.

Em setembro de 2019, o plantio rendeu 20 mil quilos de pepino (caipira e japonês) e 19.800 quilos de tomate saladete. “Ficou dentro do que eu esperava. Tanto que vou ampliar e construir mais duas estufas para plantar abobrinha, pimenta, tomate e pepino”, conta Bueno.

Toda a produção de Bueno é vendida em supermercados de Itambé, Maringá, restaurantes da região e na Central de Abastecimento (Ceasa).

“Hoje falta produção para atender aos pedidos. Vendemos para restaurantes que buscam produtos de alto padrão de qualidade”, informou. Além das estufas, o produtor também financiou a compra de uma caminhonete pelo Mais Alimentos.

O novo veículo vai significar mais rapidez nas entregas e mais ganhos para Bueno, um novo produtor que teve a assistência do IDR-Paraná para concretizar seus projetos.

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