Escolas particulares querem retomar atividades presenciais em setembro com esquema especial

Por: - 1 de setembro de 2020

Na segunda-feira (31/8), proprietários e diretores de instituições de ensino particulares de Maringá se reuniram com o prefeito Ulisses Maia para discutir a possibilidade de reabertura das escolas privadas no mês de setembro.

O vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Paraná (Sinepe-NOPR) José Carlos Barbieri, afirma que a volta às atividades presenciais seria gradual, alternada e com o número de crianças reduzido. 

“A intenção é atender primeiro as crianças que estão com problemas psicopedagógicos, pedagógicos, psicológicos e os que não estão conseguindo atender a toda demanda que a escola está mandando. Então, a gente está muito preocupado com essas crianças e solicitamos que esse atendimento ocorra ainda no mês de setembro e que a prefeitura nos atenda, porque as crianças estão sofrendo”, diz Barbieri.

O vice-presidente do sindicato explica que os alunos não são obrigados a retomar as atividades nos estabelecimentos de ensino. É indicado para aqueles pais e crianças que necessitam do auxílio disponibilizado pela instituição. Além disso, ele complementa que não serão aplicadas “aulas normais”, mas sim, atendimentos individualizados ou em grupos de até cinco alunos.

O protocolo de prevenção do novo coronavírus apresentado, há mais de 60 dias, ao prefeito inclui o aferimento da temperatura dos alunos, tapete para a limpeza dos pés, álcool em gel e entrada permitida apenas com máscara. E após entrarem na escola, os alunos vão seguir direto para as salas de aula.

Em sala, com o número de crianças reduzido pela metade, vai ocorrer a delimitação de distanciamento entre cada aluno, não vai ter intervalo e as turmas de cada série vão ser intercaladas durante os dias da semana com o objetivo de reduzir o número de crianças e adolescentes no estabelecimento.

Outra proposta apontada por Barbieri, além no ensino básico privado, é a retomada das aulas nas pós-graduações. Segundo o vice-presidente do Sinepe, muitas das turmas são formadas por um número pequeno de alunos adultos e as aulas ocorrem quinzenalmente.

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