Empresa de Maringá é suspeita de conluio em venda de testes da Covid-19 para governo do DF, diz UOL

Por: - 3 de julho de 2020
Empresa de Maringá teria atuado fazendo propostas de cobertura para outros concorrentes / Reprodução Agência Brasil

Empresa de Maringá alvo de buscas durante ação da Operação Falso Negativo, do Ministério Público do Distrito Federal, não vendeu testes rápidos de detecção da Covid-19 para o governo do DF, mas teria atuado fazendo propostas de cobertura para outros concorrentes. As informações foram reveladas em reportagem publicada pelo portal UOL.

De acordo com a reportagem, um dos investigadores revelou ao UOL que a empresa teria feito lances na licitação com objetivo de perder para que outro parceiro comercial ganhasse a disputa. A empresa tem R$ 5 milhões em contratos com o governo do DF para venda de máscaras, mas nada foi pago.

As buscas ocorreram na sede da empresa em Maringá e nos endereços residenciais e empresariais de um sócio. Em entrevista para o UOL, o empresário disse que nada foi apreendido porque procuravam a relação dele com outra empresa, mas nada foi encontrado.

Além da empresa com sede em Maringá, outras três são suspeitas de conluio na venda dos testes rápidos. Para o UOL, o sócio negou a possibilidade de ter feito propostas de cobertura para concorrentes. Ele afirmou que a empresa não participou dos processos licitatórios para vendas de testes e levantou a hipótese de falsificação nos documentos da empresa.

Na quinta-feira (2/7), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Maringá, São José dos Pinhais e Curitiba. As buscas faziam parte da Operação Falso Negativo, que investiga irregularidades na compra de testes rápidos para detecção do coronavírus pelo governo do Distrito Federal.

Os envolvidos são investigados por possíveis crimes contra a ordem econômica (cartel), fraudes a licitação, lavagem de ativos, organização criminosa e corrupção ativa e passiva em contratos com a Secretaria de Saúde do DF.

A operação ocorreu simultaneamente em oito Estados. Além do Paraná e do Distrito Federal, também em Goiás, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina. No total, foram cumpridos 74 mandados de busca e apreensão.

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