Estudantes de Maringá vencem concurso internacional de Minecraft. Jovens sugeriram soluções para uma favela brasileira

10 de junho de 2020
Projeto dos estudantes de Maringá trouxe soluções para uma favela brasileira / Divulgação

O que cidadania, sustentabilidade e Minecraft têm a ver? Para o grupo de estudantes do Colégio Marista de Maringá, que venceu a segunda edição do prêmio “M9 Urban Landscape Contest”, a resposta é tudo!

O concurso desafia jovens de todo o mundo a criar um modelo de cidade ou edificação com base na agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), e é promovido pelo museu italiano M9, com apoio da M-Children e da Maker Camp, ambas organizações italianas que estimulam o aprendizado por meio da programação e gameficação.

Ao todo, mais de 700 grupos, cerca de 14.500 alunos, de 5 continentes diferentes participaram e a equipe paranaense ganhou na categoria Internacional. A cerimônia de premiação foi transmitida pela página do Facebook do Museu M9, no dia 6 de junho.

Os alunos idealizaram e desenvolveram a Comunidade 2030, que representa uma “favela” com todos os problemas e as soluções sugeridas pelos objetivos da ONU. De acordo com o analista de Tecnologia Educacional e Mentor Global Minecraft, Matheus Amaral, o projeto mostra como a turma foi capaz de enfrentar desafios reais e atuais em um exercício de planejamento.

“Os alunos realizaram um trabalho cuidadoso e significativo sobre os objetivos da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, imaginando soluções concretas para problemas que variam de profundas desigualdades sociais até dificuldade de acesso a alimentos de qualidade. Foi um grande estudo multidisciplinar”, afirma.

Durante a cerimônia de premiação, o estudante Pedro Grígolli participou compartilhando um pouco da sua experiência. “Esse concurso nos mostrou que é possível aprender de uma forma dinâmica e diferente. Fazer parte desse desafio nos ensinou como correlacionar o que aprendemos na escola com os desafios enfrentados no cotidiano, nos tornando cidadãos mais conscientes”, afirmou. “Usar a tecnologia do Minecraft para pensar nos problemas do mundo real é algo muito interessante”, concluiu, agradecendo a todos pela seleção do projeto e dedicação dos colegas.

A equipe MI2 de Minecraft, do Colégio Marista Maringá, é formada por: Mateus Fruet Lima, Davi Ferrari Hannickel, Rafaela Bedendo De Souza, do 9º ano do Ensino Fundamental; Beatriz Sipraki Freire, Gabriel Libardi Lulu, Ian Bach Kauche, Luis Felipe Davanso Marchi e Pedro Chouery Grígolli, da1ª série do Ensino Médio. O grupo é coordenado pelo analista de Tecnologia Educacional e Mentor Global Minecraft, Matheus Amaral, com apoio dos professores Ciro Andrade, Elton Silva e Janaina Mulati.