Número de testes de coronavírus aumenta 4 vezes em Maringá e casos confirmados mais que dobram em maio

Por: - 18 de maio de 2020
Exames para confirmar ou descartar as suspeitas de coronavírus / Agência Brasil

Desde que foram comprados no final de abril, o número de testes para detectar o novo coronavírus quadruplicou em Maringá. Com recursos da Secretaria da Saúde, Maringá passou de 50 exames semanais para 40 diários. Junto com o aumento de testes, o número de casos confirmados de coronavírus cresceu 177% em maio.

De acordo com a Prefeitura de Maringá, o número de casos só dobrou devido ao aumento nos testes realizados. Segundo a assessoria, não se pode afirmar que o aumento de casos esteja relacionado diretamente à flexibilização das medidas de isolamento social.

Antes da aquisição dos testes, pacientes com sintomas de gripe, ou que não eram considerados graves, não chegavam a ser testados. Era recomendado que eles voltassem para casa e permanecessem em isolamento domiciliar por 14 dias. Caso o quadro não evoluísse, eram considerados descartados.

Os novos testes são realizados em todos os pacientes que procuram as unidade sentinelas do município e alegam sentir sintomas compatíveis com a Covid-19 ou “síndrome gripal”. Só no sábado (16/5), Maringá registrou 20 novos casos confirmados em um único dia. 

Com a coleta para o exame PCR no primeiro atendimento, o diagnóstico sai entre 24 e 48h. E a partir da coleta do exame, o paciente passa a ser monitorado pelo Centro de Informação em Estratégia em Saúde (CIEVs) da Secretqiq de Saúde.

Os casos positivos são monitorados e orientados a manter o isolamento domiciliar. Dependendo da gravidade, também podem ser internados em leitos hospitalares. Nos casos negativos para coronavírus, o paciente recebe orientações médicas e é liberado.

Para realizar o exame, o profissional da saúde coleta uma amostra de secreção nasal e oral do paciente. As amostras são encaminhadas a um laboratório de referência para verificar a presença do vírus.

Foram investidos R$ 840 mil reais em 4 mil exames rápidos. Cada exame saiu por R$ 210. A compra ocorreu por meio de licitação, na modalidade “Dispensa de Licitação”, e elencou outros dois orçamentos com valores superiores, R$260 e R$280 por teste.

O processo está detalhado no Portal da Transparência. Na rede privada de Maringá, o exame para cada paciente custa cerca de R$500.  Outros mil exames devem ser entregues para o Laboratório de Ensino e Pesquisa (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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