Grupo de pesquisadores da UEM analisa evolução da Covid-19 em Maringá. Cálculos buscam evitar colapso na saúde

Por: - 14 de abril de 2020
Marcelo Abreu, coordenador do grupo de pesquisa / Divulgação UEM

De modo a evitar um futuro colapso no sistema de saúde de Maringá, devido a uma possível expansão da Covid-19, pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estudam, por meio de modelos matemáticos, como a pandemia tem se comportado.

Resultados preliminares apontam que o número de infectados “tende a crescer lentamente em comparação ao que se vê ao redor do mundo, indicativo de que as medidas de mitigação adotadas estão ajudando”.

Os docentes pretendem apresentar um relatório oficial à Secretaria Municipal de Saúde para prever cenários e tentar reduzir ainda mais os casos positivos do novo coronavírus.

Conforme o artigo científico oriundo da pesquisa, baseada em dados da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria da Saúde do Paraná, anteriormente uma pessoa infectada em Maringá transmitia a Covid-19, em média, para outras três.

Atualmente, a transmissão caiu para 1,4 pessoa. No entanto, isto não é motivo para a população descuidar-se, de forma alguma.

É preciso que todos continuem a cumprir rigorosamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Coordenador do grupo de pesquisa, o professor Marcelo Osnar Rodrigues de Abreu, do Departamento de Matemática (DMA) da UEM, informa que “o acompanhamento da evolução da epidemia visa obter indicadores de quando medidas de intervenção devam ser tomadas”, lembrando que desde março a Prefeitura de Maringá já tem adotado diversas providências de contenção à doença, inclusive por meio de decretos assinados pelo prefeito Ulisses Maia.

Tendo envolvimento de sete professores do DMA e do Departamento de Estatística (DES) da UEM e de um professor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a pesquisa é baseada em dois modelos matemáticos tradicionalmente usados em situações epidêmicas: SIR (sigla para “suscetíveis; infectados; recuperados”) e SEIR (sigla para “suscetíveis; expostos; infectados; recuperados”).

Nas próximas etapas, os cientistas pretendem verificar dados sobre ocupação de leitos hospitalares e exames diagnósticos de Covid-19.

Além de Marcelo Abreu, os pesquisadores participantes do grupo são Daniele Cristina Tita Granzotto (DES), Ednei Aparecido Santulo Júnior (DMA), Eduardo de Amorim Neves (DMA), Francisco Nogueira Calmon Sobral (DMA), Gilberto Aparecido Tenani (IFMS), Marcos Vinicius Fagundes Padilha (DMA) e Thiago Fanelli Ferraiol (DMA).

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