Morte de Maria Glória, a Magó, motiva atos de repúdio ao feminicídio em Maringá, Curitiba, São Paulo e outras capitais

Por: - 30 de janeiro de 2020

O assassinato da bailaria voadora, Maria Glória Poltronieri Borges, de 25 anos, a Magó, tem provocado reações por várias cidades brasileiras. Além de Maringá, onde vai ter um ato neste sábado (1/2), a partir das 16 horas, vão ocorrer atos de repúdio ao feminicídio em capitais como Curitiba, São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte e Campo Grande.

A jovem estudante universitária, professora de dança e capoeirista sofreu violência sexual e foi asfixiada às margens de uma cachoeira, localizada em Mandaguari, onde Magó foi em busca de paz no fim de semana.

A Polícia Civil investiga o caso e busca por suspeitos do crime. Fotos tiradas por pessoas que passaram pelo local, no sábado (25/1) têm sido usadas para tentar identificar quem praticou o crime brutal.

Em entrevista concedida às emissoras de TV de Maringá, o pai de Magó, Maurício Borges, afirmou que é importante falar da Magó para que a investigação não caia no esquecimento. “Precisamos do nome dela em evidência para que a polícia também não esqueça da gente, porque uma hora a gente vai encontrar quem fez isso”, disse.

Borges lembrou que a filha era apaixonada pela vida e que Magó sempre lutou para viver.

Hoje (29/01) recebemos o pai da bailarina Mago que contou sobre a história da sua filha e o quanto ela já faz falta na vida dos familiares e amigos. Confira a entrevista completa, logo abaixo. 🚨

Posted by Maringá Urgente on Wednesday, January 29, 2020

Em Maringá, o ato de repúdio ao feminicídio é organizado por um grupo autônomo de mulheres denominado Nenhuma a menos.

A manifestação, programada para começar às 16 horas de sábado (1/2) na Praça da Prefeitura de Maringá, conta com a confirmação de presença de mais de 2 mil pessoas.

O ato é aberto e tem como objetivo demonstrar a indignação de todos. Durante o evento vai ser feita a performance gravada de “O Estuprador é Você”.

Sobre a presença de homens na manifestação, a doutora em Educação, com pesquisas em corpo e feminismo, Fernanda Amorim Acorssi, reforça que os meninos podem estar presentes. “É necessária a participação, a presença, e a luta dos meninos que têm consciência de gênero”, pontua.

Para Fernanda, essa é a hora dos homens mostrarem que entendem a luta das mulheres. “Mais do que entender a luta, entender que é necessário gritar nesse momento”, comenta a pesquisadora, que deixa um aviso aos homens que pretendem participar do ato. “Não fale por elas, mas ouça as meninas. Saiba ouvir”, conclui Fernanda.

Os atos de repúdio ao feminicídio e por Magó

Ato de repúdio ao feminicídio acontece sábado / Arte Gabriela Torna

 

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