Obras no Contorno Sul de Maringá dependem de aditivo no contrato. Oposição quer CPI na Câmara

Por: - 30 de agosto de 2019
Vereadores querem instalar CPI para investigar andamento da obra / Arquivo/PMM

A continuidade das obras de recuperação do Contorno Sul de Maringá, paralisadas há mais de 15 dias, depende da análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE) sobre um pedido de aditivo feito pela prefeitura. Na quarta-feira (28/8), o município havia informado que as obras foram interrompidas após o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) solicitar informações complementares.

Por meio da assessoria de imprensa, o DER disse que “o projeto executivo de engenharia apresentado pela prefeitura não atenderia todos os problemas existentes no Contorno, sendo necessário um aditivo para adequá-lo”. O município informou que a obra segue o cronograma previsto, mas o DER afirmou que informações sobre os prazos dependem da análise do aditivo. O valor necessário não foi informado.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá confirmou o pedido de aditivo e disse que está em negociação com o Governo do Estado. No entanto, o município afirmou que não foi por esse motivo que a obra foi paralisada. A assessoria de imprensa manteve o posicionamento da nota divulgada na quarta-feira (28/8) e disse que a obra foi interrompida porque o DER solicitou ajustes no projeto executivo.

Segundo o município, a Extracon, empresa responsável pelas obras, insiste no aditivo. Em março deste ano, as obras também foram paralisadas após a empresa pedir um realinhamento de preços. O pedido não foi aceito pela administração municipal que chegou a anunciar o rompimento do contrato. No entanto, a prefeitura voltou atrás e a empresa seguiu com o contrato.

As obras de recuperação do Contorno Sul de Maringá também são alvo de discussão na Câmara Municipal. De acordo com o colunista Diniz Neto, os vereadores Dr. Jamal (PSL) e Chico Caiana (PTB) protocolaram um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a paralisação das obras.

A decisão dos vereadores veio após a empresa ter se negado a ir à Câmara explicar a situação das obras. Para que uma CPI possa ser aberta na Câmara de Maringá são necessárias as assinaturas de cinco vereadores.

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