Vaquinha alcança apenas 13,98% do valor esperado e aluna de Física da UEM adia participação em programa no Vale do Silício

Por: - 25 de junho de 2019
Nádia Dias, aluna do segundo ano de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi uma das 500 pessoas selecionadas para participar do TrepCamp, no Vale do Silício, mas precisou adiar a viagem / Arquivo Pessoal

A aluna do segundo ano de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Nádia Dias, 18, que foi uma das 500 selecionadas para para participar do TrepCamp, um programa de empreendedorismo e inovação do Vale do Silício, precisou adiar a viagem para 2020.

Até a tarde desta segunda-feira (24/6), apenas 13,98% do valor da vaquinha online havia sido alcançado. A seleção entre mais de 30 mil candidatos foi uma conquista, mas a família não tem condições de arcar com as despesas da viagem. 

Para conseguir viajar para os Estados Unidos, Nádia Dias precisaria conseguir cerca de R$ 25 mil até domingo (30/06), porque o TrepCamp começa no dia 22 de julho. O valor inclui a taxa de matrícula, passagens de avião e táxi, hospedagem e alimentação, para um período de três semanas. Até o momento, ela conseguiu R$ 3.495,00 por meio da vaquinha online, e aproximadamente R$ 500 que foram depositados na poupança.

“Eu percebi que o prazo estava bem curto, e que eu estava com pouco dinheiro ainda. Então, perguntei ao pessoal do programa se teria como congelar a bolsa. Meu tutor disse que era possível, que era só pagar a taxa de inscrição até 13 junho e que eu poderia participar do programa no ano que vem sem precisar passar pelo processo seletivo de novo”, explica.

Nádia pagou a taxa de inscrição, no valor de R$ 1.013,00, e agora tem o prazo de um ano para conseguir todo o dinheiro. A jovem, que já vendia doces no primeiro ano da graduação, pretende retomar as vendas de bombons e bolos de pote. “Conversei com o diretor do Colégio Estadual Jardim Universitário de Sarandi, onde eu estudava, e ele disse que também posso vender doces lá para juntar dinheiro”, conta a estudante.

Mesmo desanimada, Nádia Dias afirma que não vai desistir. “Tenho medo de não conseguir, mas meus amigos me estimulam. Dizem que vou conseguir sim e que vão me ajudar no que puderem. Eu fico bem feliz com isso, e espero conseguir a quantia até o ano que vem, com esse prazo maior”, ressalta.

Natural de Santo Anastácio, interior de São Paulo, Nádia Dias mora em Sarandi desde 2011. Desde o primeiro ano do Ensino Médio, a jovem estuda para ganhar uma bolsa em programas internacionais. Após algumas tentativas, ela foi selecionada para participar do TrepCamp, experiência no Vale do Silício, que é sede de muitas das principais empresas de alta tecnologia do mundo.

No dia 1º de junho, Nádia Dias soube que foi uma das 500 pessoas selecionadas para participar do TrepCamp, no Vale do Silício / Arquivo Pessoal

Nádia Dias conta que a família não tem condições financeiras para arcar com os gastos da viagem. A mãe, Solange dos Santos Dias Mendes, trabalha como zeladora em uma instituição de ensino superior de Maringá, e o padrasto, Valdemir Ribeiro Mendes, é metalúrgico. A estudante tem duas irmãs, uma de nove e outra de 13 anos.

Acesse aqui o link da vaquinha online para ajudar a estudante com qualquer valor. Quem quiser conhecer melhor a história da aluna de Física Nádia Silva, é só entrar em contato com ela por e-mail: [email protected] ou por telefone/WhatsApp no (44) 999757557.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.