Maringá Velho é região com maior infestação do mosquito da dengue. Índice chega a 2,7%

Por: - 6 de maio de 2019
Segundo Lira de 2019 aponta que região da UBS do Maringá Velho registrou maior índice de infestação do mosquito da dengue da cidade, com 2,7% / Cary Bertazzoni/Prefeitura de Maringá

O segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Lira) de 2019, divulgado na manhã desta segunda-feira (6/5) pela Secretaria de Saúde de Maringá, mostra que o maior índice de infestação do mosquito da dengue da cidade foi registrado nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Maringá Velho, com 2,7%.

Na sequência, aparecem a região da UBS da Zona 6, com índice de 2,2%, seguida das UBSs do Cidade Alta, com 1,9%, e do Jardim Pinheiros, com 1,8%.

A pesquisa foi feita entre os dias 22 e 27 de abril, e os resultados são distribuídos de acordo com a região próxima das 34 Unidades Básicas de Saúde de Maringá.

O Índice Geral de Infestação Predial do Município de Maringá caiu para 1,4%, ante os 4,2% registrado no primeiro Lira de 2019, divulgado em janeiro.

O número indica médio risco, e continua acima do índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1%.

“O Lira é feito quatro vezes no ano e tem influência de questões climáticas, ou seja, quando tem mais chuva, aumentam os focos. Então, independente do Lira, de médio risco, Maringá tem a circulação viral, tem ovos, larvas e mosquitos”, explica o secretário de Saúde, Jair Biatto.

Ele também afirmou que o problema maior está dentro das casas “É importante estar sempre cobrando que a população faça o dever de casa, que é a limpeza, porque mais de 90% dos focos da dengue estão dentro dos quintais, em vasos de plantas, pneus, calhas e outros”, alerta Biatto.

De acordo com a pesquisa feita pela Secretaria de Saúde, 48,60% dos principais criadouros do mosquito da dengue são encontrados em lixos intra domiciliares, 22,30% em barris e tinas, 20,30% em vasos de plantas, 3,40% são encontrados em pneus, 3,40% em depósitos fixos e naturais, e 2% dos criadouros são encontrados em caixas d′água.

Maringá está entre as sete cidades com alto risco climático para desenvolvimento de criadouros por Estações Meteorológicas, junto com Paranavaí, Apucarana, Cianorte, Umuarama, Guaratuba e Paranaguá – de acordo com o Laboratório de Climatologia do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No primeiro Lira de 2019, divulgado em janeiro, a região da Unidade Básica de Saúde do Cidade Alta foi a que registrou o maior índice de infestação do mosquito da dengue, com 6,9%. Com índice médio de 4,2% – quatro vezes superior ao índice aceitável pela OMS -, Maringá registrou no início deste ano o pior resultado do Lira desde 2010.

De 29 de julho de 2018 a 2 de maio deste ano, Maringá registrou 1.643 notificações por dengue e 165 casos confirmados, dois deles importados de outras cidades, além de um óbito pela doença. Um outro caso de óbito por dengue Tipo 2 é investigado. Segundo a Secretaria de Saúde, o resultado vai ser divulgado nos próximos dias. 

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