Infestação do mosquito da dengue em Maringá chega a 4,2% e atinge o pior nível desde 2010, com alto risco de epidemia

Por: - 12 de fevereiro de 2019
Maioria dos focos do mosquito localizados na cidade está no lixo nos quintais das casas / PMM

Maringá registrou o pior resultado do Levantamento do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (Lira) desde 2010, ano em que a cidade enfrentou uma epidemia da doença. O índice geral do município é de 4,2%, considerado como de alto risco de infestação. O número é quatro vezes superior ao índice aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1%.

O resultado do primeiro Lira de 2019 foi divulgado nesta terça-feira (12/2) pela Secretaria de Saúde. Os dados foram coletados entre os dias 21 e 25 de janeiro. No último levantamento, divulgado em novembro do ano passado, o índice de infestação do mosquito era de 3,1%.

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Eduardo Alcântara Ribeiro, o primeiro Lira do ano coincidiu com o período de altas temperaturas e grande quantidade chuvas, o que contribuiu para o alto índice registrado. De acordo com ele, como os dados são cíclicos, a expectativa é que os números melhorem no próximo levantamento.

Porém, Eduardo Ribeiro afirmou que este é o momento de redobrar a atenção com o Aedes aegypti, já que o risco de epidemia não está descartado. “Se tem larva, tem o mosquito e isso serve de alerta. Se não controlarmos essas larvas, podemos ter um aumento no número de casos e isso pode contribuir para uma epidemia”, disse Ribeiro.

De acordo com ele, no ano passado Maringá registrou 13 casos de dengue. Neste ano, até agora foram confirmados quatro casos da doença e 441 notificações, das quais 340 foram descartadas. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Sul também investiga um caso suspeito de dengue hemorrágica.

Nenhum bairro de Maringá foi classificado como de baixo risco, a maioria registrou índices superiores a 4%. Nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) Paraíso foi registrado o maior índice de infestação da cidade, de 8,3%.

Para Eduardo Ribeiro, o lixo intradomiciliar, que corresponde por 54,75% dos focos de mosquitos localizados na cidade, pode explicar o alto índice em alguns bairros específicos. “Praticamente em todos os bairros, que foram divididos por UBS, a gente percebe que o lixo intradomiciliar sempre prevalece. Provavelmente, nesses locais, existe maior quantidade de material armazenado nos quintais”.

Além do lixo intradomiciliar, os vasos de plantas correspondem a 19,98% dos focos do mosquito localizados na cidade, seguido por barris e tintas (12,59%), pneus (6,29%), depósitos fixos (3,60%), caixas d´água (1,70%) e depósitos naturais (1,10%).

Confira o resultado do Lira por UBS

  • Unidade Básica de Saúde Aclimação – 4,8%
  • Unidade Básica de Saúde Alvorada III – 4,0%
  • Unidade Básica de Saúde Céu Azul – 6,7%
  • Unidade Básica de Saúde Cidade Alta – 6,9%
  • Unidade Básica de Saúde Floriano – 4,7%
  • Unidade Básica de Saúde Grevíleas III – 5,0%
  • Unidade Básica de Saúde Guaiapó/Requião – 4,9%
  • Unidade Básica de Saúde Iguatemi – 4,7%
  • Unidade Básica de Saúde Império do Sol – 4,5%
  • Unidade Básica de Saúde I – 1,9%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Iguaçu – 3,2%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Industrial – 3,7%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Internorte – 5,2%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Olímpico – 4,9%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Pinheiros – 3,7%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Quebec – 3,8%
  • Unidade Básica de Saúde Jd. Universo – 2,7%
  • Unidade Básica de Saúde Mandacaru – 5,0%
  • Unidade Básica de Saúde Maringá Velho – 3,6%
  • Unidade Básica de Saúde Morangueira – 4,1%
  • Unidade Básica de Saúde Ney Braga – 4,5%
  • Unidade Básica de Saúde Paraíso – 8,3%
  • Unidade Básica de Saúde Parigot de Souza – 4,0%
  • Unidade Básica de Saúde Paris VI – 5,4%
  • Unidade Básica de Saúde Paulino Carlos Filho – 5,5%
  • Unidade Básica de Saúde Piatã – 5,5%
  • Unidade Básica de Saúde Portal das Torres – 2,6%
  • Unidade Básica de Saúde Res. Andrea – 4,2%
  • Unidade Básica de Saúde São Silvestre – 6,7%
  • Unidade Básica de Saúde Tuiuti – 4,5%
  • Unidade Básica de Saúde Vila Esperança – 2,4%
  • Unidade Básica de Saúde Vila Operária – 2,3%
  • Unidade Básica de Saúde Vila Vardelina – 5,0%
  • Unidade Básica de Saúde Zona 6 – 3,2%
  • Unidade Básica de Saúde Zona 7 – 2,0%
  • Unidade Básica de Saúde Zona Sul – 3,7%

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