Postagens e vídeos em redes sociais colocam pais em alerta em Maringá. Polícia não confirma tentativas de sequestro de crianças

Por: - 30 de novembro de 2018
Câmeras registraram momento em que mulher sai correndo com criança.

Os canais de comunicação das redes sociais de Maringá, principalmente aqueles com grande presença de pais, estão em polvorosa com a divulgação de supostos casos de tentativa de sequestro. Como geralmente ocorre com o que cai na rede, as postagens de Facebook – que deram origem ao ‘pânico’ – foram replicadas milhares de vezes e deixaram pessoas com medo até de sair de casa com os filhos.

O primeiro caso surgiu na segunda-feira (26/11). A postagem de Jackeline Chichetti relata que um casal teria tentado levar a filha de três anos na Praça da Catedral durante um passeio. Segundo o relato, a criança saiu correndo quando um homem puxou conversa com a pequena enquanto uma mulher tentou distrair a mãe. Ela termina o depoimento dizendo “Fica um alerta, a cidade é encantada, mas as pessoas NÃO” (sic), em referência à campanha de natal da prefeitura.

Em menos de uma semana a postagem ultrapassou os cinco mil compartilhamentos só no Facebook. A mãe registrou boletim de ocorrência e a história foi parar na imprensa. Alguns veículos chegaram a noticiar até mesmo outros supostos casos não confirmados pela Polícia Civil, que investiga as denúncias por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria).

O segundo caso registrado em Maringá também surgiu nas redes sociais. Dois vídeos de câmeras de vigilância registraram o momento em que um grupo de mulheres atravessava a rua no Jardim Alvorada, quando uma delas pega a mão de uma criança e sai correndo. A mãe e outras mulheres saem correndo atrás e conseguem recuperar a menina. A mãe, Viviane Domingos, não registrou boletim de ocorrência, mas fez postagem no Facebook.

 

Foi o suficiente para pais e mães de toda a cidade se alarmarem. A postagem e os vídeos registrados na quarta-feira (28/11), mostram o momento em que ocorreu o fato e estão sendo exaustivamente compartilhados. A situação chegou à Polícia Civil pela imprensa e também passou a ser investigada. Quando o vídeo começou a ser exibido em TVs locais, uma familiar da mulher que aparece no vídeo puxando a criança procurou as redações para avisar que não foi tentativa de sequestro.

Ela explicou que a moça teria perdido o pai e que depois disso desenvolveu problemas psicológicos. Algumas pessoas inclusive começaram a comentar postagens sobre o caso nas redes sociais para divulgar o fato. O investigador da Polícia Civil, Everaldo Fernandes, informou que a polícia ainda está à procura dos familiares da mulher, mas que já tinha recebido essa informação a respeito de ser um caso de transtorno mental.

Depois que o caso tomou essa proporção, a mãe da criança apagou a postagem do Facebook. A delegada responsável pelo caso, Magda Hofstaetter, do Nucria, disse que todos os envolvidos estão sendo ouvidos, mas que ainda não é possível confirmar nem descartar totalmente que tenha havido tentativa de sequestro. “As pessoas precisam tomar cuidado com informações falsas que correm pelas redes sociais”, diz.

Sobre o primeiro caso, registrado na Praça da Catedral, o investigador Everaldo diz que as investigações ainda não terminaram, mas algumas evidências indicam que o que houve foi um mal-entendido e a mãe teria se assustado com a situação. “A criança correu em direção à roda-gigante e algumas pessoas tentaram segurá-la com medo de que se machucasse”.

Segundo a delegada, os pais devem ficar atentos; principalmente com crianças pequenas em locais de grande circulação de pessoas. A recomendação é segurar sempre as mãos das crianças e caso seja necessário, acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar os guardas municipais.

Operação Natal

A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Maringá começaram nesta sexta-feira (30/11) a Operação Natal. A ação é para intensificar a segurança na região central da cidade onde estão concentradas as atrações da Maringá Encantada e também no comércio, que passa a funcionar até as 20h a partir de segunda-feira (3/12), e até as 22h a partir do dia 20/12.

Para auxiliar na busca de crianças e idosos desaparecidos, este ano a Guarda Municipal iniciou o trabalho de cadastramento. A tecnologia funciona com um cadastro remoto feito por celulares ou tablets que capturam imagens de rostos e fazem a associação de dados como endereço e outras informações pessoais. O cadastro, feito nas bases móveis da GM, com autorização dos pais e familiares de idosos, já tem a identificação de 70 pessoas.

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