Quarta pesquisa sobre os moradores de rua de Maringá começa a ser feita nesta segunda com coleta de dados no Centro Pop Rua e no Albergue

Por: - 23 de setembro de 2018
Moradores de rua concentrados próximo à esquina com a Rua Fernão Dias, considerado ponto seguro pela proximidade de serviços assistenciais / Murilo Gatti

A quarta pesquisa sobre os moradores de rua de Maringá, organizada pelo Observatório das Metrópoles da Universidade Estadual de Maringá (UEM), começa a ser realizada nesta segunda-feira (24/9).

Durante a semana, nos períodos da manhã e tarde, a pesquisa vai ser feita nas entidades assistenciais e, nas noites de terça e quarta-feira, nas ruas do município.

A coleta de dados começa na segunda de manhã no Centro Pop Rua e segue a partir das 11 horas no Albergue Santa Luzia de Marillac. As duas entidades ficam na Rua Fernão Dias, o que atrai muitos moradores de rua para esta região da cidade.

A concentração é alvo de reclamações constantes e o caso é acompanhado de perto pelas autoridades desde o começo do ano.

O objetivo principal da investigação é identificar a quantidade e o perfil da população em situação de rua em Maringá. Todos os dados e informações geradas serão sistematizadas num relatório final comparativo (2015 a 2018), que será entregue ao poder público local para subsidiar ações em favor destas pessoas, e também será disponibilizado a todos os interessados.

Na pesquisa sobre os moradores de rua de Maringá realizada no ano passado, houve um aumento em comparação com o ano anterior. O Observatório contou 177 moradores de rua em Maringá, número bem superior aos 117 encontrados em 2016 e bem próximo dos 160 entrevistados em 2015.

No ano passado, de todos os moradores de rua entrevistados pelo Observatório das Metrópoles, 92,9% afirmaram que gostariam de sair das ruas. Para isto, colocam como necessidade básica um emprego e moradia.

“Estas são as grandes políticas públicas que precisam estar associadas, além do tratamento de saúde. A única forma de resolver é com ações que deem condições, continuidade e acompanhamento. É preciso aportar muito dinheiro público. Se não, não adianta”, diz a professora coordenadora do Observatório das Metrópoles, Ana Lúcia Rodrigues.

A Pesquisa Sobre População em Situação de Rua em Maringá tem o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SASC), Centro de Referência Especializado para População de Rua (Centro Pop Rua), Ministério Público, além da participação de colaboradores de entidades e voluntários.

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