Propostas para duplicação da PR-323 serão conhecidas nesta segunda-feira. Edital exige atenção especial ao Cemitério dos Caboclos

Por: - 24 de junho de 2018
Cemitério dos Caboclos / Rede de Turismo Regional (Retur)

É prevista para as 15 horas desta segunda-feira (24/6) a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em fazer a duplicação de 20,7 km da PR-323. O valor máximo previsto para as obras é de R$ 100 milhões.

O trecho a ser duplicado vai de Paiçandu a Doutor Camargo. O projeto executivo, segundo o Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR), foi elaborado pela Engefoto Engenharia e Aerolevantamentos S/A.

O projeto foi reaproveitado da licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para a PR-323, vencida pelo consórcio Rota das Fronteiras. O Governo do Paraná não informou o custo da aquisição do projeto. A PPP acabou fracassada depois da deflagração da Operação Lava Jato, que levou a Odebrecht, maior acionista do consórcio, a desistir do empreendimento.

A vencedora da concorrência terá 730 dias para realizar a duplicação. A expectativa é que as obras não atrapalhem o tumultuado trânsito da rodovia. Em grande parte, a duplicação será realizada com canteiro central e construção de nova pista, o que vai minimizar os impactos no tráfego dos veículos.

Em dezembro de 2017, em Umuarama, lideranças empresariais e da Igreja Católica participaram de uma reunião, quando foram expostos os custos com os acidentes na rodovia.

Edital exige atenção ao Cemitério dos Caboclos

No edital publicado pelo DER-PR consta a exigência de atenção especial ao Cemitério dos Caboclos, localizado próximo ao Distrito de Água Boa, no município de Paiçandu.

O local é um sítio arqueológico que é parte do Patrimônio Cultural Brasileiro. Para garantir a preservação do cemitério, a empresa vencedora da licitação deverá realizar o cercamento e a sinalização do sítio, além de elaborar o levantamento histórico da edificação.

Consta, ainda, a necessidade de elaborar no trecho um “um plano com medidas de segurança no trânsito (sinalização, redutores de velocidade, entre outros), de modo que o aumento do tráfego não venha a impactar o desenvolvido das atividades religiosas na comunidade.”

As placas de sinalização deverão ser feitas de acordo com o Modelo de Placa de Sítio Arqueológico e deverão alertar que a “destruição ou retirada de qualquer material ou remoção de terra do local constitui crime sujeito às penas de multa e detenção”.

O secretário municipal de Cultura de Maringá, Miguel Fernando, gravou um vídeo no local dentro do projeto Maringá Histórica.

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.