Acidentes com mortes e feridos da PR-323 já custaram mais de R$ 48,6 milhões apenas neste ano, diz Polícia Rodoviária Estadual

Por: - 8 de dezembro de 2017
Encontro de lideranças da região de Maringá-Umuarama, na manhã desta sexta-feira, 8/12/2017 / Foto: Eduardo Caetano

Há quase uma década, lideranças das regiões de Maringá e Umuarama reivindicam a duplicação da PR-323, especificamente o trecho que leva o nome de Rodovia João Jorge Saad, de Paiçandu a Iporã. Na manhã desta sexta-feira (8/12), mais um encontro regional foi realizado em Umuarama para pressionar o governo do Paraná a viabilizar a obra.

Pouco avançou nos últimos anos, embora o governador Beto Richa venha reafirmando o seu compromisso com a duplicação. Quando o projeto deu indícios de que sairia do campo das promessas por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), lançada pelo governo estadual, a Operação Lava Jato levou a empreiteira Odebrecht a desistir do empreendimento.

No encontro “Grito pela vida. União pelo desenvolvimento”, nome do evento desta manhã, realizado no Teatro da Unipar, um levantamento da Polícia Rodoviária Estadual mostrou que durante 2017, até o último dia 6 de dezembro, os gastos com os 492 acidentes registrados na Rodovia João Jorge Saad somam R$ 48,6 milhões.

Levantamento da Polícia Rodoviária Estadual, apresentado durante o encontro de Umuarama nesta sexta-feira, 8/12/2017

Segundo o levantamento da Polícia Rodoviária, ocorreram 19 acidentes com morte e 322 com feridos. Não estão incluídos aí os acidentes registrados em outro trecho da mesma PR-323, entre Londrina até a divisa com o Estado de São Paulo, no Rio Paranapanema, denominado Rodovia Celso Garcia Cid.

No encontro desta sexta-feira, que não chegou a encher o auditório do teatro, contou com vereadores, prefeitos, deputados e lideranças populares e empresariais de parte dos 14 municípios servidos pela PR-323. Entre as lideranças estavam o bispo de Maringá, D. Anuar Batisti e Ricardo Maia, irmão e representante do prefeito Ulisses Maia.

Além das vidas perdidas e das cicatrizes emocionais e físicas causadas pelos acidentes, as más condições da rodovia também geram prejuízos econômicos. Os segmentos mais atingidos são justamente os que mais geram empregos na região, o do vestuário e da indústria moveleira.

O vice-prefeito de Umuarama, o engenheiro civil Sérgio Frederico, coordenador do movimento, disse que “A duplicação tem que estar no centro das atenções e ser uma aspiração concreta de todos”. Segundo ele, de 2010 a 2016, foram 5,5, mil acidentes no trecho de 200 km. “Essa triste estatística não pode mais continuar subindo, como vem acontecendo ano após ano”, afirmou.

Os dois trechos da PR-323:

  • Maringá (Paiçandu) / Cianorte / Umuarama / Iporã  – PR-272 X PR 490 X PR 323 – Rodovia João Jorge Saad
  • Londrina (Warta) / Sertanópolis até divisa com Estado de São Paulo – Rio Paranapanema – Rodovia Celso Garcia Cid – que vira SP – 333

    Reunião em Umuarama na manhã desta sexta-feira, 8/12/2017. Foto: Eduardo Caetano

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