Tem doces, conservas, queijos e mel na primeira edição no ano da Feira da Agroindústria. Evento será realizado de quinta a sábado (10/2) na Praça Napoleão Moreira da Silva

Por: - 7 de fevereiro de 2018
Durante a feira serão vendidos produtos artesanais em seis tendas (Imagem/PMM)

Cerca de 25 produtores de Maringá e região vão participar da primeira edição de 2018 da Feira da Agroindústria. De quinta-feira (8/2) até sábado (10/2) serão comercializados  doces, conservas, sucos, geleias, queijos e mel produzidos artesanalmente. O evento será na Praça Napoleão Moreira da Silva, das 9 horas às 19 horas.

A organização é da Associação Regional da Agroindústria (Area) e tem o apoio da Prefeitura de Maringá, responsável pela cessão do local do evento, e do Instituto Regional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

A presidente da Area, Maria Lúcia da Silva, lembra que a ideia surgiu há mais de dez anos por meio de um curso realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Desde então, produtores de Maringá e mais dez cidades da região decidiram se organizar e montaram a associação.

Maria Lúcia da Silva ressalta que o evento é diferente da Feira do Produtor de Maringá, pois trabalha apenas com produtos manufaturados e tem toda uma estrutura organizada pela associação.

“A nossa feira eu chamo de evento porque não é uma feira que a gente chega, monta de manhã e desmonta a tarde. Nós ficamos três dias e ali eu pago eletricista, montadores e seguranças”, destaca.

A presidente da associação relata que há o desejo de realizar mais edições durante o ano, mas o custo é alto para os produtores – cerca de R$ 7 mil para montar cada edição.

Ao longo dos anos, o número de produtores participantes, que chegou a 40, caiu, mas por um bom motivo. “Muitos cresceram e, para eles, ficou inviável a participação no evento.”

A presidente também conta que há espaço para outros produtores participarem da associação e da Feira da Agroindústria. Para isto, é preciso estar vinculado à agricultura e ter um produto diferenciado dos que já são comercializados. Outra exigência é atender ao que determina a legislação sanitária.

Produtor está ansioso com a primeira edição do ano

Marcelo Francisco Braga, 60, produz doce de leite e de frutas como abóbora e banana em Ourizona, que fica a 41 km de Maringá. Ele participa da feira desde o começo e está ansioso com os resultados de 2018. Em 2017, segundo ele, foi um ano “muito difícil para os produtores”, contou.

Braga diz que os meses de junho e agosto são responsáveis pela maior parte dos lucros do negócio. Segundo ele, os meses mais frios são mais propícios para o consumo dos doces, queijos e salames vendidos pelo produtor.

A expectativa para a primeira feira do ano é grande. “A feira de fevereiro é um termômetro para vermos o que acontecerá no resto do ano”, afirma.

De acordo com Braga, que junto a outros produtores da associação também comercializa os produtos nos supermercados, a feira é uma boa oportunidade para atrair novos clientes. Além disso, os produtos são vendidos no varejo e o pagamento é à vista.

“A gente não vai ali só por causa do valor. Vamos lá para mostrar a mercadoria. É um jeito de proporcionar a degustação e indicar os lugares que vendemos nos mercados. É uma vitrine para todo mundo”, ressalta.

Confira a programação anual da Feira da Agroindústria

  • 8 a 10 de fevereiro
  • 22 a 25 de fevereiro
  • 12 a 14 de abril
  • 3 a 14 de maio (Pavilhão Branco – Durante a Expoingá)
  • 7 a 9 de junho
  • 9 a 11 de agosto
  • 23 a 26 de agosto
  • 4 a 6 de outubro
  • 13 a 23 de dezembro

 

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