Em nova proposta de TAC, Palmali pede mais dois anos para encerrar atividades em Maringá e mudar para Palmas

Por: - 5 de dezembro de 2017
Antiga fachada da Indústria Palmali, desativada quando da abertura da Avenida Itororó - atual Avenida Comendador Amorim Pedrosa Moleirinho / Google Street View

Representantes do frigorífico Palmali apresentaram na manhã desta terça-feira (5/12) uma nova proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à Prefeitura de Maringá e à comissão de moradores do entorno da indústria. Na reunião, a empresa anunciou que pretende deixar a cidade para concentrar as atividades no município de Palmas, onde fica  a matriz da indústria.

No novo cronograma apresentado, a mudança completa da empresa, antes prevista para três anos, teve o prazo reduzido para dois anos. Neste período, os representantes da Palmali informaram que a indústria se compromete em desativar a caldeira no período noturno e a diminuir o volume de produção.

O barulho é uma das principais reclamações dos moradores dos jardins Novo Horizonte e Monções, no entorno da empresa. Mas também há queixas de mau cheiro, fumaça e da infestação de insetos que seriam provocados pelas atividades do frigorífico.

O Termo de Ajustamento De Conduta (TAC), firmado em 2014 pela empresa com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Prefeitura de Maringá e a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente venceu no dia 24 de outubro.

Neste período, segundo a comissão de moradores, os problemas diminuíram mas não foram sanados por completo, conforme acordado.

Palmali decide encerrar atividades em Maringá

Os representantes da Palmali informaram na reunião que, após analisar a possibilidade de instalar a indústria em outras áreas em Maringá, encontrou problemas no abastecimento de água ou na insuficiência energética de terrenos em frigoríficos desativos nos distritos de Iguatemi e Floriano.

A empresa também se prontificou em negociar, caso seja encontrada outra área adequada para a indústria. Uma das exigências é que o local permita o licenciamento ambiental para a instalação.

A Procuradoria-Geral da Prefeitura vai encaminhar os documentos do protocolo da empresa ao Ministério Público. Só depois da análise da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente é que o município irá aceitar ou não a assinatura de um novo TAC.

Uma nova reunião ficou marcada para o dia 15 de janeiro de 2018, às 9 horas, no Paço Municipal.

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