Mortes em rodovias federais da região de Maringá caem 20%; acidentes aumentam

Foto: colaboração
Tempo de leitura: 2 min

A região noroeste do Paraná registrou redução de 20% no número de mortes em rodovias federais durante o primeiro semestre de 2026. Apesar da queda nos óbitos, os acidentes e o número de feridos aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado. A região recebe atendimento da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Maringá.

Recuo de 20% nas mortes

Janeiro a junho deste ano contabilizam 385 sinistros de trânsito, com 397 pessoas feridas e 28 mortes nas rodovias federais sob fiscalização da delegacia.

Na comparação com os seis primeiros meses de 2025, houve alta de 15,1% no número de acidentes e de 3,1% no total de feridos, enquanto as mortes recuaram 20%.

O cenário acompanha parcialmente o balanço estadual divulgado pela PRF. Em todo o Paraná, foram registrados 3.918 sinistros, que deixaram 4.280 pessoas feridas e provocaram 285 mortes no primeiro semestre. Em relação ao mesmo período de 2025, o número de acidentes aumentou 7,7%, os feridos cresceram 6,4% e os óbitos caíram 5,6%.

Segundo a corporação, as colisões frontais continuam sendo as mais letais nas rodovias federais paranaenses. Elas responderam por 90 mortes, o equivalente a 31,6% de todos os óbitos registrados no semestre. Na sequência aparecem os atropelamentos de pedestres, com 56 mortes, e as colisões traseiras, responsáveis por 40 vítimas fatais.

Os dados também mostram que a maior parte das mortes ocorreu em condições consideradas favoráveis de circulação. Cerca de 83% dos óbitos foram registrados em pista seca e 69% em trechos retos, indicando que fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, desatenção e embriaguez continuam entre as principais causas dos acidentes mais graves.

Durante o semestre, a PRF aplicou 310.902 autuações por excesso de velocidade no Paraná. Também foram registradas 6.874 infrações por ultrapassagens proibidas, 2.143 por dirigir sob efeito de álcool, 8.052 por falta do uso do cinto de segurança, 2.086 por ausência de capacete, 882 por transporte irregular de crianças e 1.646 pelo uso do celular ao volante.

Apreensões de armas e medicamentos batem recordes

Além do balanço de trânsito, a PRF destacou o aumento nas apreensões relacionadas ao combate ao crime nas rodovias federais.

No primeiro semestre de 2026, foram apreendidas 93 armas de fogo no Paraná, crescimento de 304,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As apreensões de munições passaram de 592 para 5.308 unidades, aumento de 796,6%.

Outro destaque foi o combate ao comércio ilegal de medicamentos. A corporação apreendeu 132.932 unidades no semestre, volume 286,3% superior ao registrado em 2025. Desse total, 74.155 unidades eram medicamentos para emagrecimento introduzidos ilegalmente no país.

Nas apreensões de drogas, a PRF retirou de circulação 90,55 toneladas de entorpecentes. A maconha respondeu por cerca de 88 toneladas do total apreendido, enquanto as apreensões de cocaína cresceram 9,9%, passando de 2,02 para 2,22 toneladas.

De acordo com a PRF, o uso de inteligência policial teve papel decisivo nas operações. Cerca de 76% das apreensões de armas, munições e medicamentos e mais de 70% das apreensões de drogas tiveram origem em ações de inteligência desenvolvidas pela corporação.