O banco Digimais, controlado por Edir Macedo, fechou o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 581,4 milhões.
O valor foi registrado pelo Banco Central na plataforma IF.data.
O resultado chama atenção porque, no primeiro semestre de 2025, o banco havia registrado lucro de R$ 42,1 milhões.
Outro dado mostra a situação financeira da instituição.
O índice de Basileia ficou em -4,62% em junho. Esse indicador mede a capacidade do banco de manter capital suficiente para cobrir os riscos de suas operações.
O mínimo exigido para a instituição é de 10,5%.
A carteira de crédito do Digimais somava cerca de R$ 1,5 bilhão em junho.
Os ativos do banco chegavam a R$ 9,85 bilhões. Já os passivos somavam cerca de R$ 9,5 bilhões.
Parte importante dos recursos captados pelo banco vem de depósitos. Entre eles estão os CDBs, títulos comprados por investidores.
O Digimais também vem buscando uma solução para sua situação financeira.
O banco chegou a negociar uma venda para o BTG Pactual, com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As tratativas, porém, perderam força após uma operação da Polícia Federal.
Em junho, a PF realizou a Operação Miragem. A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo o banco.
Segundo a PF, os investigados teriam manipulado informações contábeis e registros regulatórios para esconder a situação financeira da instituição. A investigação é uma apuração em andamento e não representa, por si só, uma conclusão sobre responsabilidade dos envolvidos.
O Digimais foi adquirido por Edir Macedo em 2020. Antes, o banco era conhecido como Banco Renner.
O resultado divulgado agora mostra uma forte mudança nas contas da instituição em apenas um ano.
Em 2025, o banco teve lucro no primeiro semestre. Em 2026, passou a registrar prejuízo de R$ 581,4 milhões.























