Inspirado em modelos americanos, pioneiro Fundo de Egressos apoia estudantes da UEM

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A busca por mecanismos inovadores de financiamento e apoio institucional levou a Universidade Estadual de Maringá (UEM) a implantar um modelo de captação de recursos inédito entre as universidades públicas da região Sul do Brasil. Inspirado nos fundos de endowment (fundos patrimoniais) de instituições americanas como Harvard e o MIT, e de referências nacionais como a USP e a Unicamp, a universidade estruturou o seu próprio Fundo de Ex-Alunos.

 

Gerenciado pela fundação de apoio da universidade, o mecanismo nasce com uma proposta clara: não se trata de uma verba para custear obrigações ordinárias da instituição — papel que cabe ao orçamento do Estado —, mas sim de uma ferramenta de flexibilidade financeira voltada para potencializar o desenvolvimento dos estudantes e evitar a evasão acadêmica.

 

Para garantir a transparência e a segurança jurídica, o fundo possui regulamento próprio e um conselho gestor independente, formado por representantes da sociedade civil, sem subordinação direta à reitoria. “Estamos agora começando a colocar o carro na praça, a divulgá-lo um pouco mais. Ele tem o seu próprio regulamento, tem um conselho gestor formado por pessoas da sociedade. Não é ligado à gestão da universidade. É uma estrutura autônoma”, explica o reitor Leandro Vanalli.

 

O projeto de apadrinhamento estudantil

Uma das principais frentes de atuação práticas do fundo é o projeto que viabiliza o apadrinhamento de estudantes em situação de vulnerabilidade social. Através dessa plataforma, profissionais já consolidados no mercado de trabalho podem apoiar, de forma anônima, calouros ou veteranos de suas respectivas áreas de formação.

 

O auxílio financeiro do fundo pode ser direcionado para o custeio de bolsas de estudo, compra de materiais didáticos, passagens aéreas e inscrições para a participação em congressos científicos nacionais e internacionais. A iniciativa visa dar condições de igualdade competitiva para alunos que, de outra forma, não teriam recursos para expandir suas vivências acadêmicas.

 

O reitor detalha o impacto dessa conexão entre o passado e o presente da instituição: “O fundo tem, por exemplo, um projeto que adote um aluno da universidade. De maneira anônima, alguém que é jornalista vai adotar um estudante de comunicação e multimeios no quê? Em uma bolsa, no apoio a um projeto, numa passagem para uma viagem, para participar de um congresso.”

 

Sentimento de pertencimento e retribuição

O lançamento do fundo busca também resgatar e fortalecer o vínculo afetivo dos egressos com a instituição onde se formaram. A filosofia por trás do projeto baseia-se na ideia de retribuição social, permitindo que ex-alunos que hoje lideram empresas e setores da sociedade civil contribuam diretamente para que novas gerações tenham acesso à mesma excelência de ensino.

 

A expectativa da governança universitária é que, com a consolidação da divulgação do fundo na praça, o volume de doações cresça nos próximos anos, permitindo a ampliação do número de estudantes beneficiados. A estratégia fixa as bases para uma cultura perene de colaboração, garantindo que o impacto da UEM na vida de seus profissionais se converta em um ciclo contínuo de apoio ao ensino público.

Serviço

O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com o reitor Leandro Vanalli está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio