O Tesouro Nacional anunciou, nesta terça-feira (27), uma nova operação de recompra de títulos públicos para tentar reduzir as oscilações no mercado financeiro. A medida foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A operação envolve títulos públicos vinculados à inflação, conhecidos como NTN-B, com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045. As condições do leilão serão divulgadas pelo Tesouro.
Na segunda-feira (26), o governo já havia recomprado mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos. Também anunciou o cancelamento de um leilão de Letras Financeiras do Tesouro, conhecidas como Tesouro Selic.
A decisão ocorre após fortes movimentos na Bolsa de Valores e no dólar, provocados pela reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais.
Na segunda-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 13,88%, enquanto o dólar subiu 8,21%, chegando a R$ 5,40. Na terça-feira, o mercado apresentou uma recuperação parcial.
Como funciona a recompra?
O Tesouro recompra títulos que estão nas mãos de instituições financeiras e investidores. A operação pode ajudar a melhorar as condições de negociação desses papéis em momentos de instabilidade.
Quando o mercado apresenta movimentos muito bruscos, os investidores podem exigir juros maiores para comprar títulos públicos. Isso eleva o custo de financiamento do governo.
A recompra busca reduzir essas distorções e contribuir para o funcionamento normal do mercado. A medida, porém, não garante a queda dos juros nem a recuperação da Bolsa.
O governo afirma que acompanha as condições do mercado e poderá realizar novas operações caso considere necessário.
















