Lucro do Santander cai 28% com alta da inadimplência

Banco lucra R$ 2,88 bilhões no trimestre, enquanto provisões contra calotes crescem 14,4%
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O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,885 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 28% em relação aos R$ 4,009 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o lucro também recuou, com redução de 4,3%.

O principal desafio está na dificuldade de recebimento de empréstimos e financiamentos. Com mais clientes atrasando pagamentos, o banco precisa reservar recursos para cobrir possíveis perdas.

Entre julho e setembro, as provisões para devedores duvidosos, conhecidas pela sigla PDD, somaram R$ 7,46 bilhões. O valor aumentou 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Essas provisões funcionam como uma proteção financeira para os bancos diante da possibilidade de não receberem todo o dinheiro emprestado.

A inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,4% da carteira de crédito do Santander, ante 2,8% um ano antes.

Entre as pessoas físicas, o indicador atingiu 5,5%, avanço de 1,3 ponto percentual em 12 meses. A pressão é maior entre clientes de menor renda, que enfrentam dificuldades para equilibrar as contas.

O cenário de juros elevados e endividamento das famílias também dificulta a recuperação dos pagamentos.

Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito ampliada do Santander continuou crescendo. Em setembro, o saldo chegou a R$ 721,26 bilhões, alta de 4,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

O crescimento dos empréstimos, porém, não foi suficiente para compensar a pressão sobre os resultados.

Outro indicador que chama a atenção é a rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio. O índice ficou em 11,9%, contra 17,5% no terceiro trimestre do ano passado.

Na prática, isso significa que o banco está obtendo um retorno menor em relação ao capital próprio investido no negócio.