Vacina contra varicela pode chegar ao SUS em 2027 por meio do Tecpar

Tecpar prevê fornecer 7 milhões de doses após aprovação da Anvisa; futura produção nacional será instalada em complexo em construção em Maringá
Foto: Hedeson Alves/TECPAR
Foto: Hedeson Alves/TECPAR
Tempo de leitura: < 1 min

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) submeteu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de registro da vacina contra a varicela, conhecida como catapora. A previsão é fornecer 7 milhões de doses ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2027, após a aprovação do imunizante.

O projeto faz parte de uma parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A iniciativa prevê a transferência de tecnologia para viabilizar a produção nacional da vacina.

A futura fabricação está prevista para o complexo laboratorial do Tecpar em construção em Maringá. As obras do Parque Tecnológico Industrial da Saúde chegaram a 65% de execução, com previsão de conclusão até o fim de 2026.

Engenheiros da Sinovac visitaram o local para avaliar a infraestrutura e indicar adequações necessárias à instalação da fábrica. O projeto das plantas industriais está em análise pela equipe técnica do Tecpar.

A Anvisa avaliará dados sobre segurança, qualidade e eficácia da vacina. A análise do pedido pode levar de seis meses a um ano. Até que a produção nacional seja viabilizada, as doses serão importadas da China, com embalagem e marca do Tecpar, e passarão por verificações de qualidade antes de serem enviadas ao Ministério da Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou média anual de 11.515 casos de varicela entre 2017 e 2026. A doença é altamente contagiosa e pode causar manchas e bolhas na pele, coceira, febre e mal-estar.

Atualmente, a vacinação pelo SUS é feita com a vacina tetraviral, que também protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A vacina monovalente contra varicela utilizada no país é importada.