Organizações de Medicina se manifestam após discursos de ódio feitos a bolsistas da UniCesumar

Alunos repudiaram os ataques discriminatórios e solicitaram o desligamento dos responsáveis
Centro Acadêmico de Medicina da Universidade Estadual de Maringá. Foto: reprodução/redes sociais
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Diferentes organizações da área da saúde se pronunciaram após os ataques feitos a estudantes bolsistas do FIES e PROUNI. Entre elas, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), e o curso de Medicina de Maringá.

O CRM-PR manifestou, em nota, repúdio diante das denúncias de atos de intolerância dirigidos aos estudantes.

“Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza”.

Além disso, o texto ressaltou que a escolha pela Medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, com foco em promoção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade.

“Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores e não devem ser toleradas no ambiente de formação médica”, ressaltou.

A organização afirmou que vai adotar providências cabíveis no âmbito de suas atribuições institucionais e vai acompanhar o desdobramento do caso. Por fim, informou que vai contribuir para que haja uma apuração rigorosa e transparente dos fatos pelas instâncias competentes.
Quem também se manifestou foi o curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM), representado pelo Centro Acadêmico de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Associação Atlética Acadêmica Rafael Eidi Yamamoto (AAAREY). As organizações divulgaram nesta terça-feira (27) uma nota nas redes sociais. No texto, disseram que repudiam qualquer ação que infrinja direitos humanos.

“Sentimos muito pelos alunos que sofreram tal discriminação. Atos como estes não devem ser tolerados nem passados em branco pelas autoridades”, afirmaram.

Também ressaltaram o impacto do Sistema Único de Saúde (SUS) como ferramenta para combater a desigualdade e a importância dos direitos humanos para a medicina. 

“A Medicina, em sua essência, é o compromisso de cuidar de qualquer ser humano, sem distinção, sem preconceito, sem ódio; ela ensina que a humanidade tem que estar acima de qualquer diferença”.

Além disso, afirmaram que exigem rigorosa apuração, responsabilização e, comprovada a gravidade das condutas, as sanções cabíveis, incluindo o desligamento dos responsáveis.

Por fim, incentivaram que estudantes denunciem casos que envolvam discursos de ódio, e divulgaram um link do portal do Ministério Público para denúncia.