Doze cientistas da UEM estão entre os 2% mais influentes do mundo

Com 12 pesquisadores listados na edição 2026 do levantamento Stanford/Elsevier, universidade lidera entre as estaduais do Sul do país e se posiciona entre as 23 melhores do Brasil
Foto - ASC / UEM
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 Universidade Estadual de Maringá (UEM) consolida sua posição de protagonismo no cenário científico global. De acordo com a edição 2026 do prestigiado ranking promovido pela Universidade Stanford em parceria com a editora Elsevier, 12 pesquisadores da UEM figuram na lista dos 2% mais influentes do mundo. O levantamento, divulgado pela plataforma Topscinet, mensurou o impacto de citações de trabalhos científicos publicados ao redor do globo ao longo de 2025.

Com este resultado, a UEM se posiciona como a universidade estadual com o maior número de cientistas mundialmente influentes no Paraná e em toda a Região Sul. Além disso, no cenário nacional, a instituição figura entre as 23 melhores universidades do Brasil, ranking que inclui também as instituições federais de ensino superior.

O desempenho de 2026 superou o registrado na edição anterior (referente a 2024), quando 11 docentes da UEM integraram a lista. No âmbito das universidades estaduais paranaenses, a UEM responde isoladamente por 48% de todas as citações de alto impacto. As demais posições se dividem entre a UEL (28%), UEPG (12%), Unicentro (8%) e Unioeste (4%).

Os 12 pesquisadores  da UEM

Confira a lista dos docentes da UEM com maior impacto de citações no ano, ordenada pelo ranking oficial:

  1. Sidinei Magela Thomaz (Biologia Marinha e Hidrobiologia)
  2. Maurício Guimarães Araújo (Odontologia)
  3. Marcos Luciano Bruschi (Farmacologia e Farmácia)
  4. Valter Afonso Vieira (Administração)
  5. Jesuí Vergílio Visentainer (Ciência de Alimentos)
  6. Ângelo Antônio Agostinho (Biologia Marinha e Hidrobiologia)
  7. Rosângela Bergamasco (Engenharia Química)
  8. Haroldo Valentin Ribeiro (Física)
  9. Danielle Katharine Petsch (Biologia Marinha e Hidrobiologia)
  10. Edvani C. Muniz (Química)
  11. Marcelo Moreira Cavalcanti (Matemática)
  12. Celso Vataru Nakamura (Farmácia)

Além do impacto anual, o levantamento Stanford/Elsevier avaliou o desempenho dos cientistas ao longo de toda a carreira. Nesse quesito histórico, a UEM emplacou oito docentes: Maurício Guimarães Araújo, Marcos Luciano Bruschi, Marcelo Moreira Cavalcanti, Edvani C. Muniz, Celso Vataru Nakamura, Sidinei Magela Thomaz, Jesuí Vergílio Visentainer e Benedito Prado Dias Filho (Microbiologia).

Reconhecimento individual e  trabalho coletivo

Presente no ranking pela quinta vez consecutiva, o professor Marcos Luciano Bruschi — que atuou como diretor de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (PPG) durante o período analisado — destaca que o reconhecimento individual reflete uma construção coletiva de infraestrutura e parcerias. “A gente não faz sozinho. É um grupo grande que contribui. E não podemos parar, é fruto de trabalho. Tem que ir produzindo e divulgando, pois o importante é divulgar a ciência”, enfatiza Bruschi.

O docente ressalta a relevância dos laboratórios multiusuários do Complexo de Centrais de Apoio à Pesquisa (Comcap) da UEM, além do suporte financeiro e estrutural de órgãos como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação Araucária e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) do Governo do Paraná.

Exemplo de excelência 

Graduado pela UEM, Bruschi construiu uma trajetória acadêmica com mestrado na Unesp, doutorado na USP e pós-doutorado na Queen’s University of Belfast, na Irlanda do Norte, mantendo parcerias internacionais ativas com Reino Unido, Alemanha, Itália, Portugal e Estados Unidos. Atualmente, o docente coordena o Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Sistemas de Liberação de Fármacos (Labslif) da UEM.

Para o pesquisador, o resultado do ranking evidencia o valor transformador do investimento na ciência e o papel social da instituição pública regional. “A gente veste a camisa. Aonde eu vou, eu defendo a universidade, porque ela é um patrimônio da região, do estado e do Brasil, com qualidade”, conclui. (Com informações de Fabio Candido / ASC UEM)