O Partido Liberal (PL) reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. A manifestação ocorreu um dia após o segundo turno, quando o senador Flávio Bolsonaro, candidato da legenda, havia afirmado que não reconheceria o resultado e sinalizado a intenção de pedir a anulação do pleito.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Flávio mudou o foco do discurso e afirmou que pretende organizar a oposição ao governo Lula no Congresso Nacional. O senador declarou que vai reunir deputados e senadores eleitos para definir estratégias de atuação contra as medidas da próxima gestão.
Apesar da mudança de posicionamento, Flávio manteve críticas à campanha adversária e afirmou que pretende ingressar na Justiça com um pedido de cassação da chapa de Lula por supostos abusos de poder político e econômico. As acusações foram feitas pelo senador, mas não representam comprovação de irregularidades eleitorais.
Lula vence eleição após disputa marcada por polêmica
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (25), com mais de 64 milhões de votos, contra aproximadamente 59 milhões de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os candidatos superou 4,4 milhões de votos, garantindo a Lula um novo mandato de quatro anos.
O resultado foi acompanhado por uma polêmica envolvendo a extensão do horário de votação. Perto das 17h, horário previsto para o encerramento das urnas, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação do prazo até as 19h em meio a relatos de dificuldades no transporte de eleitores. Após esclarecimentos da Justiça Eleitoral, a medida foi aplicada somente às seções que ainda estavam abertas. As campanhas de Lula e Flávio haviam apresentado pedidos relacionados à prorrogação.
Após a derrota, Flávio questionou a medida e anunciou que pediria a anulação do pleito, alegando quebra de igualdade entre os eleitores. Flávio Bolsonaro está proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também obriga o senador a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF). A intimação ocorreu nesta segunda-feira (26), após o parlamentar visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
















